Cresce a regularização de dívidas e comércio se anima para o final do ano

Consumidores aproveitam para pagar suas dívidas atrasadas e, com isto, devem estar aptos a voltarem às compras no Natal

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SÃO PAULO – O momento é bom para pagar dívidas. Os consumidores estão liquidando seus débitos e limpando seus nomes nas lojas e financeiras. Com isto, eles estarão aptos a assumirem novos compromissos financeiros no final do ano, o que reforça as expectativas do varejo quanto ao aumento das vendas para o Natal.

Além da provável volta do consumidor às compras, a queda da taxa de juros básica da economia, a Selic e a redução do recolhimento compulsório sobre os depósitos à vista dos bancos, também devem contribuir para o aumento da oferta de crédito animando o setor.

Salário tem sido suficiente para pagar dívidas

Segundo dados divulgados pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no mês de agosto os cancelamentos de registros de inadimplentes aumentaram algo em torno de 5% frente ao mesmo período em 2002. No acumulado do ano até agosto, os cancelamentos de dívidas são 7,5% maiores que em 2002 (316,5 mil cancelamentos). Os dados revelam que um número maior de consumidores tem conseguido sair das dívidas.

No que se refere à forma com que as dívidas têm sido pagas, o consumidor tem recorrido a poucos recursos para conseguir sair do vermelho. De acordo com a ACSP, a grande maioria das dívidas (88%) tem sido paga com o próprio salário do trabalhador. Uma pequena parcela de devedores tem recorrido ao FGTS (2%) e pagamento de férias (3%) para quitar estes débitos.

Esta foi a mesma constatação a que chegou a Serasa em seu estudo divulgado na última sexta-feira, dia 12. De acordo com o levantamento realizado pela empresa, no período acumulado de janeiro a julho, entre cada 100 novas pendências registradas, 73 deixaram a base de dados, isto é, foram pagas. No mesmo período em 2002, 45 registros saiam da base de dados da Serasa.

A maior procura dos consumidores para retirarem seus nomes dos cadastros de devedores já foi sentida pelas Casas Bahia. De acordo com o seu gerente nacional de crédito, Celso Amâncio, a empresa tem sentindo nos últimos dois meses uma recuperação de créditos 12% maior do que nos meses anteriores. A média das prestações da varejista é de R$ 50.