Crédito e baixa inadimplência contribuem com bom desempenho automobilístico

Por conta disso, a Anfavea irá alterar as projeções de produção e comércio da indústria de automóveis

Publicidade

SÃO PAULO – Mais uma vez, o bom desempenho da indústria automobilística foi atribuído, entre outros fatores, à oferta de crédito em expansão, ao aumento no nível de emprego e renda e à baixa inadimplência (3,3%).

Conforme divulgou a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) na última sexta-feira (9), a expansão nas vendas do mercado interno e a gradual recuperação nas exportações registradas desde o início do ano devem alterar para cima as projeções de produção e comércio da indústria automobilística.

Comercialização mais de 17,5% maior

De acordo com a Agência Brasil, o presidente da entidade, Jackson Schneider, afirmou que a revisão será anunciada no próximo mês. Segundo ele, as contas ainda estão sendo refeitas e faltam algumas sinalizações do mercado para a nova definição.

A última previsão indicava um crescimento de 17,5% nas vendas ao mercado interno, com a comercialização de 2,895 milhões de veículos; queda de -5,1% nas exportações (em unidades); e alta de 8,9% na produção de veículo, com 3,235 milhões.

Mais de 300 mil veículos produzidos em abril

Segundo Schneider, no mês passado, 300.551 veículos saíram das linhas de montagem, o que significa um aumento de 6,2% sobre março, de 34,4% na comparação com abril de 2007 e de 23,5% no acumulado de janeiro a abril sobre o mesmo quadrimestre do ano passado.

“Ultrapassamos um número emblemático. Isso é a continuidade do crescimento e da força da geração de energia que o setor automotivo tem apresentado”, argumentou.

Continua depois da publicidade

Álcool

Por fim, questionado sobre a discussão internacional sobre se de fato está ocorrendo concorrência do plantio de cana-de-açúcar voltada para o processamento em etanol em detrimento da produção de alimentos, o presidente da Anfavea rebateu as críticas.

“Isso é uma hipocrisia e está totalmente fora da realidade brasileira. A colocação do gênero, que estaria partindo de uma campanha de setores com intenção de desinformar a população, é perversa”, finalizou.