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SÃO PAULO – Em meio a um cenário de crise, o crédito à pessoa física deve crescer 16,1% este ano. Para 2009, o avanço deve ser menor, de 13,8%. A expectativa é da Tendências Consultoria Econômica e foi apresentada pelo economista Alexandre Andrade, no seminário “Perspectivas do Crédito no Brasil”, realizado nesta terça-feira (11) pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo).
De acordo com ele, o crescimento para 2009, mesmo menor do que o de 2008, é bastante significativo, tendo em vista o cenário internacional que se apresenta, de falta de oferta de crédito.
“Olhando pelo lado da oferta de crédito, já teve início um processo de restrição, porque o ambiente agora é de maior incerteza. Quando o mercado é mais volátil, a informação é mais escassa. As instituições ficam mais seletivas na concessão de dinheiro”, afirmou o economista do setor de varejo.
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Três efeitos
De acordo com Andrade, a crise afeta o Brasil de três maneiras:
- O primeiro é o menor crescimento mundial: “A gente trabalha com 3% de crescimento do mundo no ano que vem. Isso afeta as nossas exportações”.
- O segundo ponto tem a ver com mais incertezas. “Há deterioração das expectativas dos agentes, do nível de confiança dos empresários, dos investimentos, e da demanda e do mercado de trabalho, que afeta a confiança dos consumidores”.
- O terceiro canal tem a ver com liquidez de recursos. “Já secaram as fontes de financiamento externo, o que é um problema de captação dos bancos”.