Crédito ao consumidor deve crescer 10% em 2011, segundo BC

Neste ano, o aumento deve ser de 16%; diretor do Banco Central diz que desaceleração se deve às medidas macroprudenciais

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SÃO PAULO – O crédito à pessoa física deve crescer 10% no próximo ano, ante um aumento de 16% neste ano, segundo informou o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo.

O crescimento será menor do que o identificado no mercado de crédito em geral, de 15% em 2011 e 20% neste ano. A razão do crédito sobre o PIB (Produto Interno Bruto) deve chegar a 50% no próximo ano, ante 48% neste ano.

“As medidas macroprudenciais contribuem neste sentido de moderar as taxas de crescimento do crédito no Brasil”, afirmou o diretor, nesta quarta-feira (22), sobre o fato de o Banco Central ter alterado os recolhimentos compulsórios dos bancos.

Destaques
Em relação ao crédito à pessoa física, os destaques no próximo ano devem se concentrar nas modalidades habitacional, consignado e veículos.

Sobre o crédito automotivo, Araújo disse que ele tem mostrado grande dinamismo no Brasil e, por isso, está entre os destaques, mesmo sendo plausível considerar que ele vai ser sensibilizado pelas medidas para contratação em prazos superiores a 24 meses que foram adotadas pelo Banco Central.

Famílias
De forma geral, o crédito deve continuar dinâmico no próximo ano, com inadimplência e taxas de juros estáveis.

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“Apesar da expansão do mercado de crédito, o comprometimento da parcela da renda das famílias com o serviço da dívida tem se mantido estável. Isso se deve ao alongamento dos prazos e à redução dos juros”, afirmou Araújo.

Além disso, ele afirmou que existe uma mudança na composição das dívidas das famílias, com taxa de crescimento maiores em segmentos que estão associados a taxas mais baixas de juros, como o consignado.