Crédito: 60% da alta da Selic é repassada no primeiro mês ao consumidor

"A competição na ponta limita essa passagem ao consumidor final", afirmou o coordenador-geral do Provar/FIA

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SÃO PAULO – A competição no mercado de crédito faz com que a variação completa da taxa Selic não seja repassada imediatamente ao consumidor. Para se ter uma ideia, após um mês de aumento de 1 ponto percentual da taxa básica, 0,6 ponto percentual é majorado das taxas de financiamento.

“A competição na ponta limita essa passagem ao consumidor final”, afirmou o coordenador-geral do Provar/FIA (Programa de Administração do Varejo/Fundação Instituto de Administração), Claudio Felisoni.

Apenas após o período de dois a três meses é que todo o aumento da taxa básica de juro costuma ser repassado ao consumidor.

Importância da Selic
A taxa básica de juro desacelera o consumo. De 2009 para este ano, quando o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu elevar a Selic, a velocidade das vendas no varejo deve cair em torno de 7%, o que significa que as pessoas continuarão comprando, mas em ritmo menor.

A intenção de comprar do paulistano subiu de 74,2% no terceiro trimestre do ano passado para 75,6% no mesmo período deste ano, mas chegou ao pico de 77,2% no começo deste ano.

E essas compras serão estimuladas pelos prazos praticados pelo varejo, que têm muito mais impacto sobre as decisões do consumidor do que a taxa de juro. O prazo médio está em cerca de 515 dias e em processo de dilatação, o que sustentará as vendas.

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“A influência da taxa de juro passa a não ser tão significativa, porque o prazo ainda é grande. A taxa de juro no Brasil é muito alta, então, se ela aumenta um pouco ou se ela diminui um pouco, não tem tanto impacto no consumo. A diminuição do prazo e da renda é muito mais danosa”, disse Felisoni.