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SÃO PAULO – A locação de casas e apartamentos residenciais registrou queda em São Paulo no mês de março. O levantamento, realizado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI- SP), apontou que o total de locações encolheu 5,83% em comparação a fevereiro.
Já no balanço do trimestre a situação é melhor: nos dois primeiros meses de 2005 o setor havia registrado resultados positivos de 5,64% e 13,14%, respectivamente.
Aluguel aumenta até 5,37%
Ainda de acordo com a pesquisa mensal do Conselho, houve um equilíbrio entre os aumentos e reduções nos preços de aluguéis em São Paulo. Foram 20 ocorrências de alta e 18 de queda nos contratos recentes, somando casas e apartamentos. As imobiliárias consultadas alugaram em março 976 imóveis, dos quais 524 casas e 452 apartamentos.
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A alta de preço do aluguel mais significativa da pesquisa chegou a 5,37%, e atingiu as residências de 1 dormitório localizadas na Zona E (Itaquera e Vila Nova Cachoeirinha, por exemplo). Esse tipo de imóvel era alugado por R$ 291,50 em fevereiro e passou a R$ 307,14 em março.
Já o aluguel que mais baixou foi o de casas de 3 dormitórios localizadas na Zona D (Jaguaré, Tremembé e Barra Funda). A média de preço passou de R$ 751,43 para R$ 717,27 no ultimo mês, denotando uma redução de 4,55%.
O tipo de imóvel mais alugado em março (79%) foi o com custo de até R$ 600,00. Os de 2 dormitórios são os preferidos, seja casa ou apartamento, totalizando mais de 40% das negociações em todas as zonas de valor.
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Cai o número de devedores
A pesquisa mensal do Conselho também apurou uma queda de 6,69% no número de inquilinos inadimplentes em março na comparação com o mês anterior. Entre as 383 imobiliárias consultadas, foi registrada também uma queda de 9,8% no número de locatários que devolveram os imóveis por incapacidade de pagar o aluguel.
Por outro lado, as ações locatícias propostas na Justiça passaram de 1.757 em fevereiro para 2.421 em março, o que representa um aumento de 37,79%. A falta de pagamento foi responsável pela maioria absoluta dos processos (92,73%) e subiram de 1.633 para 2.245 em março, crescendo 37,5%.
Já as ações renovatórias, por sua vez, aumentaram 2,02%; seguidas pelas consignatórias, 0,87%; e as ordinárias, 4,38%.
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A título de explicação, cabe ressaltar que as ações ordinárias são aquelas propostas para retomada do imóvel; as renovatórias se referem aos contratos comerciais com prazos de cinco anos; e, por fim, as ações consignatórias são propostas quando há discordância de valores de aluguéis ou encargos, com opção do inquilino pelo depósito em Juízo.