Creci-SP: compra de imóveis usados cresce 3,12% em outubro

De acordo com o levantamento, 57% das unidades eram apartamentos e 67% custavam no máximo R$ 100 mil

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SÃO PAULO – As vendas de imóveis usados na capital paulista apresentaram aumento de 3,12% em outubro, frente ao mês anterior, revela pesquisa realizada com 467 imobiliárias e divulgada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) nesta quarta-feira (22).

No total, 228 casas e apartamentos foram vendidos, sendo que o índice de comercialização municipal passou de 0,4735 em setembro para 0,4882 no décimo mês do ano. A maioria dos imóveis vendidos era apartamentos (57%). Destes, a maior parte tinha valor abaixo de R$ 100 mil (67%).

Alta e baixa dos preços

Em outubro, o Creci-SP constatou 11 altas de preços e 9 reduções, no caso dos apartamentos. O imóvel mais valorizado (7,91%), de padrão médio, construído entre 8 e 14 anos atrás, foi o de bairros como Cidade Jardim e Higienópolis, localizado na Zona A. O preço médio passou de R$ 2.023,69 em setembro para R$ 2.183,72 no mês passado.

Considerando apenas as casas, a pesquisa aponta 10 altas de preço e 8 quedas, sendo que a maior elevação, de 9,44%, ocorreu no imóvel de padrão standart, construído entre 8 e 14 anos e situado na Zona E (Campo Limpo e Itaim Paulista). O metro quadrado passou da média de R$ 685,46 para R$ 750,14 no período analisado.

13º deve ser destinado aos imóveis

Para o presidente do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto, apesar do crescimento apresentado em outubro parecer modesto, ele é importante porque interrompe uma seqüência de quatro meses de resultados negativos e prenuncia, se não houver surpresas na economia, um final de ano com vendas em alta.

“Uma parcela do 13º salário deve acabar satisfazendo à necessidade mais fundamental das famílias, que é ter o seu teto próprio, embora grande parte seja tradicionalmente destinada ao pagamento de dívidas“, argumentou Viana Neto.