Copom revisa para baixo previsão de alta das tarifas de telefone em 2005

Expectativa apresentada em reunião de agosto é de aumento de 6,1% no ano, contra 6,5% projetados em julho

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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária), em sua reunião de agosto, decidiu reduzir suas projeções para os reajustes das tarifas de telefonia fixa ao longo de 2005. Segundo ata do último encontro, divulgada nesta quinta-feira (25), as correções deste ano serão de 6,1%, 0,4 ponto percentual abaixo dos 6,5% previstos em julho.

Já a expectativa em relação à alta das tarifas de energia elétrica não foi modificada pelo comitê, que manteve a projeção de 8,2% registrada um mês antes. A mesma manutenção se repete no caso do aumento em 2005 nos custos do conjunto total de itens administrados por contrato e monitorados. Em agosto, a previsão continuou em 7,0%. Vale lembrar que este pacote de itens teve peso de 29,6% no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do mês passado.

Ainda de acordo com o documento do Copom, os preços da gasolina e do botijão de gás provavelmente não devem subir este ano. Esta expectativa de variação nula nos custos destes produtos se repete desde o começo do ano.

Aumento menor em 2006

Para 2006, o Copom também manteve a expectativa de aumento dos custos do conjunto dos serviços administrados por contrato. Como em julho, na última reunião a autoridade monetária estabeleceu a projeção de 5,7% de alta no ano que vem. Apesar desta variação, o encarecimento aguardado em 2006 ainda se mantém em patamar abaixo da elevação que se espera este ano (7,0%).

Segundo o Copom, esta perspectiva de reajuste nos preços administrados para 2006 baseia-se em um modelo de determinação que considera componentes sazonais, variações cambiais, inflação de preços livres e inflação medida pelo IGP (Índice Geral de Preços).