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SÃO PAULO – O Banco Central divulgou na manhã desta quinta-feira (28), a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na qual o colegiado decidiu elevar a taxa Selic para 16,75% ao ano, surpreendendo as expectativas do mercado, que esperavam um aumento para 16,50% a.a.
De acordo com os dados divulgados, a projeção para reajuste do preço da gasolina foi mantida inalterada em relação à ata da reunião do mês de agosto. No que se refere ao gás de botijão, as projeções foram novamente revistas para baixo.
Previsão de alta continua em 9,5% para 2004
Pelo nono mês consecutivo, o Copom decidiu manter inalteradas as projeções para o reajuste da gasolina ao longo deste ano. A autoridade monetária espera que o aumento no preço da gasolina seja de 9,5%, alinhado com as projeções dos nove primeiros meses.
Portanto, considerando que o preço médio do litro da gasolina encerrou dezembro de 2003 a R$ 1,998, e tomando por base que o preço médio do combustível em outubro em todo o País é de R$ 2,150, segundo a projeção da Agência Nacional de Petróleo (ANP), o litro da gasolina deve fechar o ano de 2004 cotado em R$ 2,187. O que implica em um aumento de 1,69% no preço do litro até o final do ano.
Nova redução para o preço do gás de cozinha
Já a projeção para o reajuste no preço do botijão de gás para 2004 foi reduzida novamente neste mês pelo Copom. A perspectiva para o aumento no preço do gás de cozinha no ano caiu para 4,9%.
Tomando como base o preço médio do gás de botijão em dezembro do ano passado, de R$ 28,80, e o levantamento da ANP para o mês de outubro de R$ 30,14, o preço do botijão de 13 kg, ao final deste ano, deve ficar em torno de R$ 30,21, o que representa uma elevação de 0,24%.
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