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SÃO PAULO – As projeções, para 2005, de reajustes das tarifas dos serviços administrados por contrato, assim como dos preços da gasolina e do gás de botijão, não foram alteradas pelo Copom (Comitê de Política Monetária) no início do ano, conforme aponta a ata de sua última reunião, divulgada nesta quinta-feira (27).
Segundo o documento, a tarifa de energia elétrica residencial deve subir 9,5% ao longo do ano, enquanto o custo da telefonia fixa oscilará 7,7% para cima. As duas taxas permaneceram nos mesmos patamares da reunião anterior.
Tendências mantidas
Para o conjunto de todos os itens administrados por contrato e monitorados, que teve peso de 29,4% no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de dezembro, o Copom também permanece com a mesma projeção de aumento de 6,7% no acumulado de 2005.
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Os preços da gasolina e do gás de botijão não devem se elevar neste ano, conforme afirma a ata da reunião. O documento divulgado no mês passado já revelava esta tendência.
Aumento menor no ano que vem
Para 2006, a expectativa do Copom é de que a alta nos custos do conjunto dos serviços administrados por contrato seja inferior a de 2005. A variação positiva deve ser de 5,1%, contra os 6,7% projetados para este ano.
De acordo com a autoridade monetária, esta perspectiva de reajuste nos preços administrados para 2006 baseia-se em um modelo de determinação que considera componentes sazonais, variações cambiais, inflação de preços livres e inflação medida pelo IGP (Índice Geral de Preços).