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SÃO PAULO – O número de conversões de veículos para o gás natural veicular, o GNV, segue tendência de queda iniciada em maio. Conforme os dados do IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), o volume de conversões chegou a 12.145 em julho, abaixo dos valores registrados até abril deste ano, que superaram 20 mil veículos convertidos por mês.
A redução está associada ao anúncio feito pelo governo, em maio, de que acabaria com alguns incentivos fiscais a esse tipo de conversão. Em junho e julho, com a crise política ocorrida na Bolívia e a ameaça de redução no suprimento do combustível ao Brasil, a queda no número de veículos convertidos se acentuou.
A colheita da cana-de-açúcar é outro fator que estimula a diminuição no volume de conversões no meio do ano, porque derruba o valor do álcool nos postos de combustíveis. Como o GNV concorre com o combustível vegetal por conta dos preços baixos, essa época do ano tende a apresentar um aumento pela procura de automóveis a álcool. Esse fenômeno é comum no estado de São Paulo, principal produtor de cana do país, que registrou 2.679 conversões em julho, valor abaixo dos 6.473 veículos convertidos em abril.
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RJ segue como líder
O Rio de Janeiro ainda é o estado que registra o maior número de conversões. Em julho, 6.515 veículos foram convertidos para o GNV. Mesmo assim, esse número é bem inferior aos 8.978 registrados em abril.
Em julho, a frota de veículos brasileiros movidos a gás natural veicular subiu para 959.058. Esse número contraria a expectativa dos empresários do setor, que pretendiam atingir a marca de um milhão de veículos convertidos até o meio de 2005. Até o final do ano, porém, a meta deve ser superada.