Contratos de aluguel recuam 6,07% em SP, aponta Creci

Assim como as vendas, segmento de locações imobiliárias registrou desempenho negativo no mês de julho, com queda de 6,07% frente ao mês anterior

Publicidade

SÃO PAULO – Assim como as vendas de imóveis usados em São Paulo, o segmento de locações também registrou desempenho negativo no mês de julho, com queda de 6,07% em relação a junho.

No período, 889 residências foram alugadas pelas 371 imobiliárias pesquisadas pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), sendo que 52,64% eram casas, e 47,36% apartamentos.

No que se refere aos valores dos aluguéis praticados no mercado imobiliário da capital paulista, o estudo divulgado nesta quinta-feira (25) mostra que o maior encarecimento, de 9,31%, ocorreu nos apartamentos de três dormitórios localizados na Zona D (Liberdade, Jaçanã e Mandaqui). Nestas localidades o custo médio passou de R$ 651,82 para R$ 712,50 o metro quadrado no último mês.

Por outro lado, as casas de três quartos localizadas na Zona A (região do Real Parque e Higienópolis), tiveram redução de 11,37% em seus aluguéis, cujo custo do metro caiu de R$ 1.275,00 para uma média de R$ 1.130,00.

Inadimplência e devoluções

Para compensar o desaquecimento do mercado, a devolução de imóveis aos proprietários e a falta de pagamento diminuíram em julho.

A mesma pesquisa do Creci-SP revela que 7,49% menos inquilinos encerraram seus contratos no sétimo mês do ano. Em número absoluto, foram devolvidos 390 imóveis, ou 43,87% das novas locações.

Continua depois da publicidade

A inadimplência, por sua vez, foi 5,39% inferior em relação a junho.

Já as ações locatícias também caíram 13,97% no geral, somando 1.903 ações no período. A queda foi notada em todas as categorias: as renovatórias baixaram 66,04%; as consignatórias, 13,33%; as ordinárias, 9,57%; e as por falta de pagamento, ou despejo, 12,83%.