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SÃO PAULO – A previsão de que os preços relacionados à habitação iriam pressionar a inflação ainda não foi consolidada, ao contrário do que aconteceu com os preços dos alimentos.
De acordo com o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), divulgado nesta terça-feira (8), pela FGV (Fundação Getulio Vargas), o grupo habitação apresentou recuo na inflação, na comparação entre as semanas encerradas em 30 de junho e 7 de julho, com o índice passando de 0,33% para 0,30%.
Destaques em habitação
No caso da habitação, contribuiu para a redução no índice o gás de botijão, cujos preços recuaram de 0,97% na apuração de 30 de junho para 0,33% em 7 de julho. Além disso, é importante ressaltar a variação de -0,66% na tarifa de energia elétrica.
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Por outro lado, as tarifas de água e esgoto residencial ajudaram a elevar a inflação da categoria. A inflação medida no item estava em 1,24% em 7 de julho.
Previsão
De acordo com o economista da FGV, André Braz, além dos alimentos, era previsto que o grupo habitação pressionaria a inflação, principalmente por causa dos reajustes nas contas de luz. Ele destacou o aumento de 8% para os clientes da Eletropaulo.
Já para o coordenador do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), Paulo Picchetti, o que poderá pressionar a inflação nos próximos meses são despesas como aluguéis, que sobem devido à alta dos alimentos. “A gente tem um aumento que é generalizado nestas despesas, em níveis menores do que o de alimentos, que é o que realmente preocupa”, explicou.
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Alimentos
Depois de conter uma maior alta da inflação em junho, os alimentos voltaram a pressioná-la na primeira semana de julho. No dia 7 deste mês, a inflação aumentou 0,02 p.p. para 0,79% e os alimentos avançaram 0,08 p.p., para 1,93%.
No grupo alimentação, as frutas merecem destaque, com avanço de -4,08% em 30 de junho para -1,42% em 7 de julho, seguidas dos laticínios (0,66% para 1,01%) e pescados frescos (1,20% para 1,64%).
Em contrapartida, alguns alimentos contiveram uma alta ainda maior da inflação. Foram eles: as hortaliças e legumes (0,83% para -0,89%), panificados e biscoitos (1,61% para 0,95%), arroz e feijão (11,18% para 10,64%) e carne bovina (8,05% para 7,94%).