Publicidade
SÃO PAULO – A bancarização da população de baixa renda brasileira tem crescido consideravelmente nos últimos anos. Para se ter uma idéia, a quantidade de contas-correntes simplificadas abertas aumentou 89,56% entre dezembro de 2004 e de 2007.
Os dados foram apresentados na última terça-feira (1) pelo diretor-geral da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Wilson Roberto Levorato, durante o evento “Promovendo o acesso a serviços financeiros: o que dizem os dados sobre bancarização na América Latina?”.
Saldo médio e contas ativas
Segundo os números, as contas-correntes simplificadas ativas cresceram 15,56% entre o último mês de 2004 e do ano passado. O saldo médio, por sua vez, teve um incremento de 83,65%, indo de R$ 35,91 para R$ 65,95.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
De acordo com a Febraban, a abertura destas contas, que atendem grande parte da população beneficiada por programas sociais, está entre as ações promovidas para atender a baixa renda.
Além disso, a entidade destaca a expansão do crédito consignado, a instalação e ampliação de cooperativas de crédito de livre associação e o direcionamento de 2% dos volumes de depósitos à vista para o crédito (microfinanças).
Correspondentes
Ainda na apresentação, Levorato apontou que, desde 1999, o Banco Central vem expandindo progressivamente o modelo para atuação dos bancos no segmento de correspondentes.
Continua depois da publicidade
Somado a isso, há uma grande oferta de serviços financeiros que podem ser utilizados pela população em geral através do correspondente não-bancário.
Por fim, o diretor-geral da Febraban aponta que um dos desafios brasileiros é montar mecanismos que permitam uma adequada remuneração às instituições financeiras para os serviços prestados à população de baixa renda.