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SÃO PAULO – O aumento de preços nos supermercados brasileiros não esteve presente nas prateleiras em junho, segundo revela a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), em pesquisa realizada em parceria com a GFK Indicator, e divulgada nesta quinta-feira (21).
O indicador Abrasmercado, que revela o custo médio de uma cesta de 35 produtos de largo consumo, serve como forma de acompanhar os gastos familiares em supermercados.
Cesta custa mais do que 65% de um salário mínimo
No sexto mês do ano, o conjunto destes itens valia, na média, R$ 196,52, levando pouco mais de 65% da renda de um trabalhador que ganha um salário mínimo por mês. O gasto mensal no supermercado, entretanto, ficou 1,23% menor em termos reais, quando comparado com os R$ 199,01 registrados em maio.
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Em relação ao mesmo período do ano passado, o índice da Abras mostra redução real de 6,87% no preço da cesta, já que naquela época o pacote custava R$ 196,71.
É importante destacar que toda a análise do comportamento deflacionário notado em junho está baseado na inflação calculada pelo IPCA (Índice Preços ao Consumidor – Amplo), ou seja, a variação de preços já reflete a inflação ocorrida no mesmo período.
Comportamento dos preços
No que se refere aos itens que mais influenciaram no balanço de junho, a Abras destaca a alto do feijão (4,39%), refrigerante PET (2,62%) e extrato de tomate (8,83%), em contraste à queda de preço da batata (-29,99%), óleo de soja (-6,48%) e açúcar (-5,36%).
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Entre a regiões brasileiras, a cesta de produtos mais cara no mês passado era a vendida no Sul, onde custava R$ 216,55. Em contrapartida, a mais barata estava no Nordeste, valendo R$ 171,21. No Centro-Oeste, o preço médio do conjunto de itens ficou em R$ 188,41; no Sudeste, em R$ 192,34; e Norte, em R$ 205,57. Vale dizer que em todas as regiões houve redução de custos sobre maio.