Consumo e perdas de energia sobem 5,2% em abril, revela ONS

De acordo com os dados, sistema operou com 58.813 MW médios. Em 12 meses, alta acumulada foi de 5,9%

Publicidade

SÃO PAULO – A carga de energia elétrica no Brasil aumentou 5,2% em abril, frente ao mesmo mês do ano passado, segundo o Boletim de Carga Mensal do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) divulgado nesta quarta-feira (3).

A análise leva em consideração tanto o consumo quanto as perdas de energia. Na comparação com março, em compensação, houve uma leve queda de 0,1%.

De acordo com os dados preliminares para o quarto mês do ano, o sistema operou com 58.813 MW médios. Considerando o acumulado dos últimos 12 meses, foi registrado aumento de 5,9%, em relação ao período anterior.

Análise regional
A região Sudeste/Centro-Oeste apresentou alta de 6,5% na evolução da carga em abril, na comparação com o mesmo período de 2010, atingindo 36.858 MW médios. Em relação a março, houve aumento de 1,7%. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 6,6%. Na região, o aumento anual deve-se à continuidade do nível de produção industrial e também aos efeitos da temperatura nos primeiros 15 dias do mês. 

No que diz respeito à região Sul, a carga em abril foi de 9.463 MW médios, com uma variação positiva de 4,2% ante o mesmo mês do ano anterior e queda de 6,2% frente a março. O resultado deve-se principalmente ao bom desempenho das indústrias da região. Em 12 meses, a alta no Subsistema Sul é de 5,1%.

A região Nordeste, por sua vez, apresentou aumento de 1% no consumo e perdas de energia, na comparação com o mesmo mês de 2010, 8.384 MW médios. Já na comparação com março, houve queda de 1,4%. No acumulado de 12 meses, foi verificada alta de 4,3%. A queda na comparação anual pode ser explicada pela ocorrência de chuvas acompanhadas de temperaturas amenas.

Continua depois da publicidade

Ainda no mês de abril, a região Norte operou com 4.108 MW médios, 5,6% a mais do que no mesmo período do ano passado e 2,4% superior a março. Em 12 meses, a variação positiva foi de 5,5%. O desempenho da carga de energia está fortemente ligado à produção dos grandes consumidores conectados à rede básica.