Consumo e perdas de energia sobem 4,4% em outubro, revela ONS

De acordo com os dados, sistema operou com 58.710 MW médios. Em 12 meses, alta acumulada foi de 3,5%

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SÃO PAULO – A carga de energia elétrica no Brasil aumentou 4,4% em outubro, frente ao mesmo mês do ano passado, segundo o Boletim de Carga Mensal do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), divulgado nesta terça-feira (8).

A análise leva em consideração tanto o consumo quanto as perdas de energia. Na comparação com setembro, houve um crescimento de 0,6%.

De acordo com os dados preliminares para o décimo mês do ano, o sistema operou com 58.710 MW médios. Considerando o acumulado dos últimos 12 meses, foi registrado aumento de 3,5%, em relação ao período anterior.

Análise regional
A região Sudeste/Centro-Oeste apresentou alta de 4,5% na evolução da carga em outubro, na comparação com o mesmo período de 2010, atingindo 36.272 MW médios. Em relação a setembro, houve aumento de 0,1%. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 3,7%. Na região a influência direta no consumo industrial, que representa 43% do consumo total, contribuiu para esse resultado.

No que diz respeito à região Sul, a carga em outubro foi de 9.644 MW médios, com uma variação positiva de 7,4% ante o mesmo mês do ano anterior e variação positiva de 2,5% frente a setembro. O resultado deve-se principalmente ao bom desempenho econômico da região, influenciado pela agroindústria. Em 12 meses, a alta no Subsistema Sul é de 5%.

A região Nordeste, por sua vez, apresentou aumento de 0,7% no consumo e perdas de energia, na comparação com o mesmo mês de 2010, atingindo 8.670 MW médios. Já na comparação com setembro, houve aumento de 1,4%. No acumulado de 12 meses, foi verificada alta de 0,9%. A alta na comparação anual é explicada pela sensação térmica mais amena provocada pela ocorrência de chuvas em parte da região.

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Ainda no mês de outubro, a região Norte operou com 4.123 MW médios, 4,7% a mais do que no mesmo período do ano passado e 1,2% menor ante setembro. Em 12 meses, a variação positiva foi de 4,7%. O desempenho da carga de energia está relacionado à produção dos grandes consumidores conectados à rede básica, que detêm uma participação de 50% na carga desse subsistema, sendo que dois terços pertencem ao setor metalúrgico e são voltados, basicamente, para o mercado externo de commodities.