Consumo de energia residencial poderia cair 15% com troca de lâmpadas

Embora lâmpadas fluorescentes sejam mais econômicas, elas só estão presentes em 27% dos lares brasileiros

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SÃO PAULO – O consumidor que troca as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes pode reduzir o seu consumo de energia, e conseqüentemente a conta de luz, em 15%, segundo um estudo do Coppe/UFRJ (centro de pesquisa e estudo de engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Considerando o consumo de energia das incandescentes, elas só perdem para o chuveiro, a geladeira e o ar-condicionado. “Se elas apresentam um consumo superior ao da TV, som e ferro elétrico, sendo o terceiro item que mais gasta energia na maioria dos lares, toda iniciativa para reduzir o desperdício de eletricidade ligada à iluminação precisa ser levada em consideração”, afirma o diretor comercial da empresa de iluminação Golden Plus, Ricardo Cricci.

Poucos são os lares brasileiros que utilizam a fluorescente: apenas 27%. O número teve um crescimento médio de 20% anual nos últimos quatro anos, porém, ainda está muito abaixo dos 37,1% de residências que utilizam a lâmpada que mais consome energia, a incandescente.

Falta de conhecimento

O Procel, na pesquisa Avaliação do Mercado de Eficiência Energética, constatou que 76,6% dos usuários residenciais não sabem como economizar energia elétrica mensalmente por meio da compra de produtos eficientes. O Brasil é o 10º consumidor mundial de lâmpadas incandescentes.

Se cada brasileiro substituísse uma de suas lâmpadas pela fluorescente compacta, teria uma economia de cerca de R$ 25 por ano na sua conta de luz, considerando um uso de quatro horas por dia ao custo de R$ 0,40 por kWh.

Consumo de lâmpadas

Atualmente, a região Sul é o maior mercado consumidor da lâmpada fluorescente, com 5,31 unidades do produto por domicílio. Porém, a adoção desse produto deve aumentar em todo o País. Uma pesquisa do Banco Mundial alerta que, se não forem adotados hábitos de utilização eficiente da energia, o consumo energético do País pode dobrar até 2030, acelerando as conseqüências para o meio ambiente.

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“A substituição das incandescentes pelas fluorescentes é inevitável. E agora que as contas estão apresentadas, todos têm bons motivos para fazer a troca, já que as compactas auxiliam no combate ao aquecimento global, trazem economia no bolso do consumidor, têm maior durabilidade e racionalizam os investimentos em hidrelétricas”, considera Cricci.