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SÃO PAULO – Em diversos países, a demanda por produtos eletrônicos têm caído e grandes fabricantes têm registrado prejuízos, com a queda nas vendas. No Brasil, apesar de esse efeito da crise ainda não ser tão sentido, as expectativas do setor são desfavoráveis.
Segundo a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), 38% das empresas associadas preveem queda nas vendas, enquanto 30% esperam estabilidade e apenas 32% acreditam no crescimento. Considerando somente o primeiro trimestre do ano, as expectativas são mais pessimistas: 55% acreditam que haverá queda e 25% estabilidade.
Setores
Entre as diversas áreas do setor eletroeletrônico, a que possui as melhores perspectivas é a de GTD (Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica). No caso de Transmissão, os negócios continuam em andamento, em função da carteira de encomendas dos leilões ocorridos nos últimos anos. O mesmo acontece no segmento de Geração. Em Distribuição, houve uma redução sazonal nos negócios, porém, a possibilidade de retomada do programa Luz para Todos, neste início de ano, gera boas expectativas para 2009.
Já para Telecomunicações espera-se queda na demanda em 2009. Somente o segmento de celulares apresentou uma forte queda na produção nos últimos dois meses de 2008.
Da mesma forma, Informática não está otimista com os possíveis resultados para este ano. Segundo executivos da área, o segmento corporativo está com baixa demanda e o varejo tem apresentado forte queda. A área acredita que, se a situação continuar assim, o mercado cinza poderá voltar a crescer e ocupar lugar de destaque nas vendas de PCs no Brasil.
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