Consumo das famílias deve crescer 1,6% este ano, diz Banco Central

Porém, apesar da melhora do crédito e da redução de impostos, é possível que desemprego afete o consumo

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SÃO PAULO – O consumo das famílias deve crescer 1,6% em 2009, sendo um dos fatores responsáveis pelo aumento do PIB (Produto Interno Bruto) de 0,8% em um ano marcado pelos efeitos da crise global da economia.

De acordo com o Relatório de Inflação do Banco Central, divulgado nesta sexta-feira (26), a estimativa anterior, feita em março deste ano, previa um crescimento de 1,5% do consumo das famílias e de 1,2% do PIB.

No ano passado, o consumo das famílias brasileiras cresceu 5,6%, mostrando aceleração frente aos anos anteriores: alta de 4,7% em 2007 e de 2,6% em 2006.

Motor da economia

O relatório explica que a perspectiva de recuperação da economia se baseia essencialmente em três elementos. Em primeiro lugar, ao contrário do ocorrido em choques anteriores, não houve ruptura no Balanço de Pagamentos, crise financeira do setor público, alta da inflação ou desconfiança de mudança de regime. Tudo isso significa que a economia está mais resistente.

Em segundo lugar, a política monetária, sem prejuízo do compromisso com as metas para a inflação, e a fiscal tendem a contribuir para a retomada da atividade econômica.

Enfim, o terceiro elemento citado foi o consumo, maior parcela da demanda agregada, que está relativamente resistente, em parte em função do recuo da inflação, mas também devido ao clima de confiança de que o pior da crise já passou.

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Porém, o relatório adverte que “o consumo, apesar da melhora das condições de crédito e da redução de alíquotas sobre determinados artigos, ainda pode ser afetado pela piora nas condições do mercado de trabalho e pela reversão das isenções tributárias”.