Consumo: 8,6% das pessoas pretendem comprar produtos da “linha branca”

Entre os segmentos campeões em intenção de compra estão, também, Informática (7,4%) e Material de Construção (6%)

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SÃO PAULO – No primeiro trimestre do ano, o consumidor irá gastar mais com produtos da linha branca e informática. Estas foram algumas das conclusões a que chegou o Provar (Programa de Administração de Varejo – FIA/USP), em sua pesquisa Expectativa de Consumo, divulgada nesta terça-feira (13), que mediu a intenção de compra dos consumidores para os meses de janeiro, fevereiro e março de 2007.

Os pesquisadores do Provar, que conversaram com 500 consumidores entre os dias 10 e 20 de janeiro, notaram que 8,6% dos entrevistados manifestaram intenção de comprar produtos do segmento de linha branca (refrigeradores, fogões e outros) neste trimestre. Em segundo lugar estão os produtos de informática, com 7,4% das intenções.

Comprometimento da renda diminui consumo

A pesquisa também detectou que houve um aumento na intenção de compra com relação ao mesmo período do ano passado em quase todos os segmentos, menos no de autopeças, móveis, e cama, mesa e banho, que diminuiu 14,79%, 5,24% e 22,48%, respectivamente.

Para o Professor Cláudio Felisoni de Ângelo, coordenador geral da pesquisa, o que se observa é uma estagnação dos mecanismos de aquisição de crédito e comprometimento de renda já adquirido pelos consumidores no passado e prazos cada vez maiores.

Às compras

Entre os que desejam gastar neste trimestre, a terceira maior intenção de compra está relacionada aos Materiais de Construção (6%), seguido de Telefonia e Celulares (5,4%), Foto e Ótica (4,6%), Eletroeletrônicos e Automóveis (4,2%) e Móveis (3,8%).

As pessoas que responderam que não pretendem comprar produtos dos segmentos pesquisados nos próximos meses representam 54,8%.

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Gastos

A pesquisa revela que quem pretende adquirir produtos da linha branca deve gastar, em média, R$ 1.390,93, valor 86,48% superior ao do trimestre passado (R$ 745,88). Para quem vai adquirir automóveis, o valor médio subiu 52,75% e ficou estimado em R$ 79 mil.

Na avaliação do coordenador, os dados demonstram que os baixos níveis de emprego e renda interferem na percepção do consumidor em relação à situação político-econômica, o que influencia diretamente o consumo de bens que apresentam características de aquisição planejada.

“Isto significa que, com menos dinheiro no bolso, seja pela renda comprometida ou pela diminuição das linhas de crédito, a intenção de consumo não se traduz em resultados substanciais, embora os dados apontem para um discreto incremento nas compras do trimestre”, concluiu o pesquisador.