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SÃO PAULO – Até 2011, a percepção dos usuários de telefonia fixa poderá ser constatada por meio de um indicador que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) pretende implantar. O objetivo é saber se os serviços prestados pelas empresas de telefonia estão sendo bem executados e, também, propor melhorias para o serviço.
“O resultado dessa percepção vai gerar as metas para o ano seguinte”, afirmou o gerente de Acompanhamento de Controle da Qualidade da Agência, Rui Hiroshi. “Se o usuário estiver super satisfeito vamos manter essa situação. Agora, se o usuário reclama muito de alguns aspectos do atendimento, vamos ter novas metas para que o usuário tenha alguma percepção de que aquilo mudou”.
A proposta foi apresentada na última segunda-feira (18), durante audiência pública, em Brasília, e faz parte do PGMQ (Plano Geral de Metas de Qualidade), de acordo com a Agência Brasil.
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Uma nova ferramenta
Com os indicadores, a Agência pretende medir a regularidade e a qualidade da prestação do serviço, bem como a eficiência do atendimento. Os indicadores que a Anatel possui hoje verificam apenas a qualidade operacional do setor.
Os novos indicadores medirão, também, a percepção do usuário quanto a melhora da infraestrutura da rede telefônica. O consumidor também poderá indicar se a empresa oferece tarifas abaixo daquelas autorizadas pela Anatel.
Audiência discute a universalização
Um dos assuntos que serão discutidos nesta terça-feira (19), ao longo da audiência realizada pela Anatel, iniciada na última segunda-feira (18), é o PGMU (Plano Geral de Metas para Universalização). A ideia é universalizar o direito de acesso à telefonia fixa a quaisquer interessados no serviço, independentemente de sua localização e condição econômica.
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A proposta, segundo a Agência, pretende atender à população de baixa renda e, com isso, garantir acesso em lugares estratégicos, promovendo o desenvolvimento econômico e social. Outra questão debatida será a revisão dos contratos de concessão.