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SÃO PAULO – O comércio da cidade de São Paulo vive a maior época de descontos e liquidações da história. São dois meses de vantagens nos preços e formas de pagamentos facilitadas para os consumidores.
Segundo o economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Emílio Alfieri, a perspectiva é de que as vantagens continuem. “Para o consumidor é bom. O mercado é isso, a procura por demanda e oferta e hoje está mais vantajoso para o comprador”, afirmou Alfieri.
Copa e calor impulsionam liquidações
As liquidações começaram em julho, por causa da saída prematura do Brasil da Copa do Mundo. Com isso, os consumidores cessaram as compras de televisores para ver a final do campeonato e de roupas para torcer. Os ramos afetados foram os de imagem e vídeo e o de calçados e vestuários, os quais abaixaram os preços para liquidar os estoques.
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Além disso, a elevação das temperaturas no inverno fez com que os comerciantes apressassem as vendas das roupas de frio, para logo iniciar a coleção primavera/verão. No final de julho aconteceu o Liquida São Paulo, que foi adiantado. Com o Dia dos Pais, as vantagens continuaram para o consumidor.
Câmbio acirra concorrência
Para o economista, no início havia só liquidação, mas agora também há uma baixa relativa nos preços, e os dois não podem ser confundidos. “A liquidação é quando o comerciante quer vender até acabar com os estoques. Já o câmbio baixo faz um regime de concorrência e os preços diminuem”, disse Alfieri.
O economista explicou que, com a desvalorização do dólar, o preço dos produtos importados caiu e, para concorrer, os produtores nacionais foram forçados a abaixarem os preços. “Acho que, enquanto o dólar continuar baixo, haverá descontos”, completou.