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SÃO PAULO – O Índice de Confiança do Consumidor apresentou estabilidade em agosto, permanecendo em 111 pontos, segundo divulgou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta quarta-feira (23). O indicador só não aumentou devido ao fato de que ainda há preocupação das pessoas com o emprego e a inflação.
No oitavo mês do ano, a avaliação da situação atual apresentou melhora de 0,4%, enquanto as expectativas caíram 0,3%, devido principalmente à avaliação da situação financeira da família, nos próximos seis meses.
“A expectativa caiu principalmente na classe mais baixa, porque eles ainda estão preocupados com emprego e inflação”, explica a economista da fundação, Viviane Seda, que afirma também ser essa classe que está segurando o índice.
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Diferenças de classe
Considerando a avaliação das classes de renda mais alta, Viviane afirma que houve melhora. “A retomada do crescimento, que já vem acontecendo, e a recuperação da bolsa de valores também contribuíram para melhorar a avaliação das classes mais altas”, explica.
Segundo ela, o aumento nos preços de alguns alimentos, registrado nos últimos meses, afeta principalmente a baixa renda, ao passo que os mais ricos sentem menos esses efeitos. Isso também contribuiu para piorar a avaliação dos consumidores menos abonados sobre a situação financeira familiar nos próximos meses.
Porém, a economista lembra que, ao mesmo tempo que a avaliação sobre expectativas da família e da economia local apresentaram leve piora no oitavo mês, a intenção de comprar bens duráveis permaneceu estável.