Consumidor é prejudicado pelo monopólio das concessionárias de internet

Exclusividade de mercado impede provedores de oferecerem melhores serviços e preços mais baixos ao consumidor

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SÃO PAULO – A existência de apenas uma concessionária que administra os serviços de vários provedores de internet impede que sejam oferecidos ao consumidor serviços de melhor qualidade, além e preços mais baixos. A afirmação é do presidente da rede de provedores Global Info, Jorge de La Rocque.

O problema, segundo La Rocque, estaria no monopólio das concessionárias de provedores, pois a exclusividade de mercado “inviabiliza a correção dos preços praticados em situações de monopólio e a contratação do link alternativo, que deve ser usado em caso de falhas, como a que afetou recentemente o estado de São Paulo e as que comprometem o serviço constantemente, em diversas regiões do país”.

Caso Telefônica

Para o dirigente da Global Info, o episódio da Telefônica serviu como alerta para a situação do acesso no país e deverá contribuir para que o governo debata com as entidades representativas dos provedores novas regras que possam garantir desagregação das redes.

“Durante o recente colapso nas operações da concessionária espanhola, só na Rede Global Info foram contabilizados 116 provedores de São Paulo que tiveram suas atividades afetadas, prejudicando cerca de 200 mil assinantes, em 120 municípios do estado”, relembra La Rocque.

Os problemas de panes e outros prejuízos, segundo o presidente da Gobal Info, só serão eliminados após o cumprimento de uma política pró-competitividade, que, dentre outras ações, diversifique a atuação das operadoras no país, contra a exclusividade de mercado.

Não foi caso isolado

Relatório da consultora Freeform Dynamics, com a participação de mais de 1200 gestores de TI (Tecnologia da Informação) em vários países, mostrou que 20% das empresas pesquisadas sofreram com algum tipo de paralisação nos negócios resultante de falhas nas transmissões de dados.

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As falhas ocorrem especificamente devido a problemas com a baixa resiliência (resistência a choques) dos materiais que compõem seu sistema de transmissão. O relatório alerta para a necessidade de as empresas buscarem o aumento da resiliência de seus equipamentos antes e não depois de desastres.

Segundo o relatório, o problema ocorrido com a Speedy não deve ser considerado um fato isolado. Especialistas em TI alertam que, como as empresas convivem com falhas em sistemas todos os dias, elas necessitam de organização para que seus negócios não sofram qualquer tipo de paralisação.