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SÃO PAULO – Nos últimos anos o setor de consórcios tem registrado um forte crescimento, graças, sobretudo, à forte elevação da taxa básica de juros, que em maio do ano passado atingiu 26,5% ao ano.
Por não cobrarem juros, mas sim uma taxa de administração que é amortizada de acordo com a duração do grupo, os consórcios acabaram atraindo muitos participantes interessados em adquirir bens móveis ou imóveis através de pagamento parcelado.
Venda de cotas cresceu mais que participantes
Nem mesmo a forte queda dos juros no ano passado, com a taxa Selic caindo dez pontos percentuais entre maio e dezembro, impediu que o setor registrasse um crescimento de 4,3% no número de participantes. De acordo com dados do Banco Central, ao final de 2003 o total de participantes era de 3,14 milhões frente a 3,01 milhões em 2002.
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Em termos de cotas vendidas, o crescimento foi ainda maior, de 5,8%, visto que no ano passado o total de cotas vendido foi de 1,64 milhão frente a 1,55 milhão em 2002. Já as contemplações cresceram 4,1%, para um total de 781 mil contemplações registradas no ano passado.
Queda da inadimplência anima
Contudo, a melhor notícia do setor se refere à queda da inadimplência, que teria caído de 11,2% em dezembro de 2002 para apenas 8,1% no último mês do ano passado. Aqui vale lembrar que esta taxa de inadimplência inclui apenas os participantes contemplados.
Na visão da presidente nacional da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), Consuelo Amorim, o crescimento do setor no ano passado deve ser atribuído à criatividade das empresas de atrair novos participantes. Para 2004 ela está otimista e acredita que, mesmo com as perdas geradas pela elevação das alíquotas do PIS e Cofins, o setor consiga superar as marcas atingidas no ano passado, mantendo sua participação em cerca de 1% do PIB (Produto Interno Bruto).