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SÃO PAULO – Se houve um setor que se beneficiou, pelo menos num primeiro momento, da crise financeira internacional, este foi o de consórcios. Com o crédito restrito ao consumidor, muitos brasileiros têm aderido à alternativa para aquisição de bens, o que, segundo a ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), fará com que o segmento feche o ano com 10% de crescimento, aproximadamente.
Dados do mercado mostram que, no acumulado do ano até outubro, o aumento nas vendas ultrapassou o volume de 2007, atingindo 1,45 milhão de novas cotas, 2,9% a mais que os 1,41 milhão de janeiro a outubro do ano passado.
Além disso, o número de participantes registrados no décimo mês do ano chegou a 3,57 milhões, 3,7% a mais do que os 3,44 milhões de doze meses antes. No que diz respeito às contemplações houve estabilidade, já que a soma dos dez primeiros meses de 2008 foi idêntica à de 2007, 659 mil.
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O impacto da crise
De acordo com o presidente da Abac, Rodolfo Montosa, desde os primeiros indícios de aumento nas consultas, os números mostraram que o sistema cresceu.
No mais, diz ele, a ampliação do número de adesões nos diversos setores em que os consórcios estão presentes mostram que os brasileiros não estão dispostos a pagar as elevadas taxas de juros e, por conseqüência, não assumir prestações maiores.
“Pensando em poupar para comprar melhor ou formar um patrimônio (…) o brasileiro fez contas, comparou e optou”, disse.