Consórcios: 2007 é o ano para motocicletas e imóveis

Segundo presidente da Abac, brasileiros preferem consórcio de motos por causa de baixo preço e imóveis são aposta devido ao alto déficit habitacional brasileiro

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SÃO PAULO – Os segmentos de motocicletas e imóveis serão os mais requisitados pelos consumidores neste ano. A opinião é do presidente da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), Rodolfo Montosa.

Segundo o presidente, o ramo de motocicletas, em termos de número de clientes, é o maior entre os consórcios, representando metade dos grupos. Já o ramo de imóveis, em termos de crescimento, foi destaque em 2006. Por isso, os dois segmentos são a aposta de Montosa para 2007.

“Aposto nas motocicletas pelo claro motivo de ser um bem mais barato e ter mais a ver com a realidade dos brasileiros. Já a aposta nos imóveis, faço em razão do déficit habitacional brasileiro, que é muito alto”.

Inadimplência

Quanto à inadimplência do setor, o presidente da Abac disse que, em anos anteriores ficou em taxas pequenas. “Mas no ano passado e em 2005, a taxa de inadimplência ficou em torno de 5%”.

Segundo ele, o risco de inadimplência na modalidade é pequena mesmo, já que o bem é a garantia de que o participante deve pagar.

Quando procurar por consórcios?

De acordo com o presidente da Abac, o consórcio deve ser procurado por quem não precisa do bem imediatamente. “Ele tem como função principal estimular a poupança para o futuro”, explica Montosa.

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Ele ainda confirma que, neste aspecto de economia, os maiores concorrentes do consórcio são o consumismo, já que a pessoa não se habitua a poupar, e o orçamento não planejado, com o qual a pessoa só se endivida.

É um instrumento para que o brasileiro seja menos impulsivo e uma modalidade em que não há pagamento de juros, definiu Montosa. “Ajuda as famílias no desenvolvimento de um patrimônio”.