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SÃO PAULO – Optar pelo consórcio na hora de realizar o sonho da compra da casa própria começa a cair no gosto dos brasileiros e passa a ser uma alternativa aos financiamentos imobiliários convencionais.
Consórcio imobiliário cresceu nos últimos doze meses
De acordo com os dados divulgados pelo Banco Central na semana passada, essa forma de adquirir um apartamento, casa, terreno ou conjunto comercial cresceu 27,7% nos últimos doze meses. Somente em maio, foram vendidas 17 mil cotas de consócio, 26% a mais do que no mês anterior.
Atualmente, há 857 grupos em andamento, com um total de 198 mil participantes. Em média, 2 mil pessoas são contempladas com cartas de crédito a cada mês.
Como funciona a venda por consórcio?
A venda de imóveis por consórcio segue basicamente os mesmos padrões do consórcio de carros e bens duráveis, o interessado procura uma administradora ou banco e estabelece o valor do bem que pretende adquirir.
Normalmente, os consórcios imobiliários têm duração de 10 anos e as cartas de crédito são distribuídas mensalmente por sorteio. Da mesma forma que ocorre com os automóveis, o cotista pode dar lances e até usar seu saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Ao ser contemplado, o participante recebe uma carta de crédito no valor determinado e o consórcio realiza a compra. O bem fica hipotecado em nome da administradora até que todas as parcelas sejam quitadas.
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O principal atrativo do consórcio é que esse tipo de operação não trabalha com juros, normalmente os depósitos na conta do cotista e as parcelas são corrigidas anualmente pelo Índice Nacional da Construção Civil, calculado pelo IBGE e pela Caixa Econômica Federal.
Investindo no público com renda alta
Apesar de segundo o estudo do Banco central, a maioria dos participantes de consórcio de imóveis (55%) adquirirem propriedades com valor entre R$ 10 mil e R$ 50 mil, as administradoras começam a apostar em clientes com mais dinheiro, que estão dispostos a comprar bens de até R$ 200 mil, e que buscam imóveis como forma de diversificar investimentos.
A Bradesco Consórcios, maior administradora do país por número de participantes, que desbancou da primeira colocação a Caixa Consórcios, da Caixa Econômica Federal, revela que 10% de seus cotistas sejam de alta renda.
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Na avaliação da administradora, esses clientes são pessoas que já tem um imóvel, mas pretendem comprar uma sala comercial ou mesmo adquirir um consultório para o filho que está prestes a concluir a faculdade.
Em um mês, o Bradesco ampliou em 30% o número de participantes em seus grupos, de 21 mil em abril para 31 mil em maio.