Consórcio: comercializações cresceram 38% até abril, revela Abac

De janeiro e abril, as negociações somaram R$ 18,7 bilhões, contra os R$ 13,5 bilhões registrados no mesmo período de 2009

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SÃO PAULO – O aumento das vendas de cotas de consórcios de automóveis e imóveis foi a principal influência para o crescimento do volume de negócios realizados por meio do sistema de consórcios nos primeiros quatro meses deste ano.

De acordo com a Abac (Associação Brasileira de Administradores de Consórcios), frente ao mesmo período de 2009, houve um aumento de 38,5% no montante negociado. De modo geral, foram negociados R$ 18,7 bilhões de janeiro a abril deste ano, contra R$ 13,5 bilhões de 2009.

“O aumento confirma a maturidade do brasileiro na hora de adquirir um bem parceladamente”, afirmou, por meio de nota, o presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi. “Usando mais a razão e menos a emoção, portanto, sem entusiasmos com as promoções que focam parcelas atrativas, o consumidor tem feito contas e comparações”, ressalta.

O desempenho do sistema de consórcios elevou as perspectivas de crescimento do setor para este ano. “Nosso desejo é que a economia mantenha seu ritmo, com oportunidades e segurança no emprego para o trabalhador e sem mudanças no cenário internacional que possam vir a influenciar as atividades internas do País, possibilitando o alcance ou a superação da previsão”, disse Rossi.

Números do setor
Considerando as comercializações de novas cotas, a Abac contabilizou 679,5 mil – 14,2% a mais que as 595,2 mil comercializadas entre janeiro e abril do ano passado. Com relação ao número de participantes, o sistema contabilizou até abril 3,84 milhões de consorciados – número 5,8% maior que os 3,63 milhões registrados até abril de 2009.

Entre janeiro e abril também cresceu o número de contemplações. No período, ocorreram 317,2 mil contra 308,4 mil realizadas no mesmo período do ano passado – um aumento de 2,9% na comparação com 2009.

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Aumento da renda impulsiona consórcios
A elevação da renda das classes C e D está na base dos motivos para o aumento das vendas de cotas. O fato de o consórcio não ter cobrança de juros e permitir o parcelamento integral do bem tem feito essa parcela da população optar pela modalidade, principalmente na hora de comprar carro e casa.

A possibilidade de utilizar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para o pagamento do imóvel e o término da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis também influenciaram as vendas de cotas desses segmentos.

Somente as negociações de veículos leves registraram um aumento de 57,5% no primeiro quadrimestre deste ano, ante o mesmo período do ano passado. As negociações somaram R$ 6,3 bilhões entre janeiro e abril deste ano, contra os R$ 4 bilhões comercializados no ano passado.

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Com relação aos imóveis, as comercializações atingiram R$ 6,6 bilhões no período, contra R$ 5,2 bilhões registrados no ano passado, o que representa uma elevação de 26,9%.