Consignado impulsiona alta do crédito; liberação atingirá trilhão em 2008

Tanto a Austing Rating quanto o Iedi afirmaram que essa modalidade proporcionou maior segurança no empréstimo

Publicidade

SÃO PAULO – Após o Banco Central divulgar, na última quarta-feira (25), que o volume de crédito no sistema financeiro nacional alcançou R$ 799,2 bilhões em junho, com crescimentos de 1,3% no mês e 21,4% no acumulado dos últimos 12 meses, a agência de classificação de risco Austing Rating e o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial citaram como um dos principais motivadores a modalidade do empréstimo consignado.

A Austing lembrou ainda que, apesar de mais empréstimos e financiamentos, o nível de inadimplência ficou estável por volta dos 13% no início de 2007. Na avaliação da entidade, esse “alívio” pode dar ainda mais fôlego ao mercado de crédito nos próximos meses, fazendo com que a liberação de dinheiro chegue à casa do trilhão em 2008.

Juros e prazo

Segundo a empresa, as operações de crédito pessoal realizadas pelas pessoas físicas totalizaram R$ 101,9 bilhões no sexto mês do ano, um crescimento de 1,1% no mês e de 14,9% no ano. O crédito consignado já representa 56,9% do total de crédito pessoal, sendo que em junho de 2006 essa participação era de 49,5%.

Já o Iedi citou também que a instituição do empréstimo com desconto em folha pode ser considerada uma inovação. Dessa maneira, explicou o instituto, foi possível criar as condições necessárias para reduzir a tal ponto o risco bancário dos financiamentos que permitiu redução dos juros e ampliação dos prazos para pagamento. E, com mais tempo para pagar, as parcelas ficaram menores e mais consumidores conseguiram adequá-las a seu orçamento.

Parcelas

Para se ter uma idéia, no financiamento para aquisição de veículos, nos últimos 12 meses, o consumidor ganhou 56 novos dias a mais para pagar, o que equivale a uma redução de mais de 10% do valor das prestações.

Em outras modalidades, a ampliação dos prazos do crédito foi ainda maior, como no crédito imobiliário, com aumento de 442 dias para pagar, passando de 1.357 dias para 1.799 dias.