Congresso irá discutir custos e benefícios da globalização em veículos comerciais

Novas tecnologias permitem o equilíbrio de custos, mas mercado tem que se adaptar às características regionais

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SÃO PAULO – A globalização impôs um desafio de conciliar custos e tecnologias para atender mercados com características próprias. É esse desafio que o Congresso SAE Brasil, entre os dias 7 e 9 de outubro, pretende discutir entre os participantes.

“A globalização possibilita o intercâmbio de inúmeros elementos tecnológicos, que tornam nossos veículos ainda mais eficientes, confiáveis e seguros. No entanto, para o segmento de veículos comerciais é preciso considerar os aspectos regionais e a especialização, para chegarmos ao produto adequado para cada região”, afirma o engenheiro e diretor do Comitê de Caminhões e ônibus do congresso, Rogério Pires.

Opções de desenvolvimento

Segundo Pires, há montadoras que trazem projetos de outros países e os adaptam a realidade de cada mercado. “Neste caso, todo o ‘take-out’ tecnológico traz custos para adequação da produção local e pode gerar um desequilibro em aplicações específicas”, diz.

Porém, ele também lembra que há montadoras que optam por desenvolver seus produtos localmente e adaptar os mesmos para atender exigências específicas de determinados mercados ou segmentos. “O mercado de exportação, por exemplo, demanda, em muitos casos, um ‘take-in’ tecnológico, com os custos agregados ao projeto e ao processo produtivo”, ressalta.

Como essas estratégias afetam as montadoras de caminhões e ônibus também será abordado no Congresso.