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SÃO PAULO – Para quem gosta de natureza, fazer trilhas, longas caminhadas e está pensando em viajar, a revista National Geographic Traveler preparou uma lista dos 20 melhores lugares no mundo para fazer caminhada. Confira:
1- Monte Kailash (Tibete): o local é considerado sagrado por cinco religiões – os hinduístas, os budistas, os jainistas, o ramo Ayyavashi do hinduísmo e a religião Bon, do antigo Tibete – e ideal para aqueles que buscam a iluminação espiritual. O caminho da peregrinação tem 32 milhas (cerca de 51 quilômetros) e o melhor período para a viagem é de abril a setembro. Dica: depois da caminhada, vá até o lago Manasarovar, um dos maiores do planeta, que fica a uns 15.060 pés. Para os hinduístas, as águas purificam os banhistas.
2- Trilha Nacional de Israel (Israel): a trilha, considerada histórica, passa por paisagens bíblicas, além do visitante ter a oportunidade de parar nas cidades de Tel Aviv e Jerusalém. A melhor época para fazer a caminhada é no início da primavera, de fevereiro a maio, para evitar o calor do verão. A distância da trilha varia de 580 a 620 milhas (aproximadamente de 933 a 997 quilômetros), dependo do atalho escolhido, no total são 12. Dica: entre em contato com os Anjos da Trilha (http://shvil.wikia.com/wiki/INT_Trail_Angels), eles ajudam os caminhantes e muitas vezes até oferecem lugar para o visitante ficar gratuitamente.
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3- North Drakensberg Traverse (África do Sul e Lesoto): conhecida pelos zulus como picos uKhalamba, “barreira de lanças”, a cadeia de montanhas forma, junto com o rio Tugela, que cai de uma altura de 3.110 pés, a segunda maior cachoeira do mundo. A caminhada de 40 milhas (64 quilômetros) requer habilidade e está repleta de cavernas com pinturas rupestres. Dica: a melhor época para realizar a caminhada é de março a maio, mas fique atento com os acampamentos mais populares que costumam ser alvos de pequenos crimes, e evite caminhar sozinho.
4- Cinque Terre e Sentiero Azzuro (Itália): sobrecarregado de turistas, o caminho de sete milhas (11 quilômetros) liga cinco aldeias, Monterosso al mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore, localizadas no Mediterrâneo. Apesar da quantidade de turistas, as cidades ainda se sentem esquecidas pelo tempo e muitos moradores ainda falam somente italiano. O passeio é pelo litoral rochoso de Ligúria e passa por vinhedos, além de servir de vista para cartões postais. A primavera é a melhor época, pois tem menos turista e é mais fresco. Dica: o Hotel Corniglia é uma ótima opção de última hora, quando os outros hotéis estiverem lotados, além de estar localizado no meio da trilha.
5- Trilha Yoshida (Japão): a trilha de oito milhas (12 quilômetros), que leva ao topo do Monte Fuji, é procurada por mais de 300 mil caminhantes por ano. Os visitantes podem parar em uma cabana de macarrão ao longo do caminho e assistir o nascer do sol. A temporada oficial é de julho a agosto. As multidões são menores em junho e setembro, mas as cabanas podem ser fechadas e o transporte público diminui. No inverno, a Fuji requer habilidade de montanhismo e equipamentos de segurança para neve. Dica: você não vai escapar das multidões, mas pode tentar um dos caminhos menos percorridos, como a Trilha Gotemba, que tem 10 milhas (16 quilômetros).
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6- Santa Cruz Trek (Peru): menos importante e popular que o Himalaia, a Cordillera Blanca oferece a solidão das grandes montanhas com muito menos do incômodo das rotas principais da Ásia. Além de ser uma alternativa menos lotada para aqueles que vão para Machu Picchu, pela Trilha Inca. O caminho de Santa Cruz tem 30 milhas (48 quilômetros) que são percorridas em quatro dias. A caminhada começa na animada cidade de Huaraz, onde é possível contratar guias ou, simplesmente, encontrar pessoas que procuram aventurar-se em Santa Cruz. A melhor época é de abril a setembro. Dica: na cidade de Huaraz há o Café Andino, um lugar bom para tomar café e reunir excursionistas e companheiros de viagens.
7- Hayduke Trail (Utah e Arizona): a trilha de 800 milhas (1.287 quilômetros) atravessa seis parques nacionais, o Colorado Plateau-Arches, o Canyonlands, o Capitol Reef, o Bryce Canyon, o Grand Canyon e o Zion. No verão fica muito quente e a água é escassa, enquanto no inverno a neve pode ser um obstáculo, por isso a primavera e o outono são as melhores épocas para se aventurar no Hayduke Trail. Dica: a trilha atravessa inúmeras rodovias e estradas de terra, oferecendo ampla oportunidade de alimentos e água. O caminho também é dividido em 14 blocos, o segundo segue por 47 milhas (75 quilômetros) ao longo do rio Colorado.
8- Laugavegurinn e Fimmvörðuháls Pass (Islândia): esta rota, uma das mais populares da Islândia, foi fechada quando o vulcão Eyjafjallajökull entrou em erupção na Primavera de 2010. Em maio do mesmo ano uma nova trilha foi aberta e permite o caminhante percorrer a destruição vulcânica e observar as crateras gêmeas de Magni e Modi. O caminho de 48 milhas (77 quilômetros) – ida e volta – abriga cabanas islandesas nativas que ficam abertas de junho a meados de setembro, melhor época para ir. A caminhada final de Fimmvörðuháls é executada ao longo de um barranco cheio de cachoeiras, terminando na cascata de 200 metros de altura maciça de Skógafoss. Dica: apesar da localização remota, os ônibus passam de Reykjavik para o ponto de partida, na cabana Landmannalaugar, durante o verão.
9- O caminho de Santiago (Espanha): o Caminho de Santiago de Compostela, no norte da Espanha, tem sido uma rota de comércio desde tempos antigos romanos e uma peregrinação cristã desde a Idade Média. Todo o trajeto, de 472 milhas (759 quilômetros), não é apenas uma viagem sagrada para os devotos, mas também um dos melhores caminhos pedestres da Europa. O caminho mais popular é o Caminho Francês, que começa em Saint-Jean-Pied-de-Port, na França, e passa através dos Pirenéus no coração da Galiza, e em cidades como León e Pamplona. A primavera e o outono são períodos ideais, pois o clima é fresco e com menos caminhantes. Dica: se você está fazendo o Caminho como um gesto religioso, você pode comprar o passaporte de um peregrino, que é como um livro de cupom para preços baixos em acomodações e refeições ao longo da trilha.
10- Continental Divide Trail (Montana, Idaho, Wyoming, Colorado e New Mexico): o caminho de 2.268 milhas (3.649 quilômetros) que atravessa as Montanhas Rochosas ainda é bastante rústico e está incompleto em algumas partes. Em alguns pontos, a trilha é de tirar o fôlego, como quando ela cruza as altas falésias de Wilderness Colorado Peaks Indiana e Rocky Mountain National Park. Em outros, é estranhamente fraco, especialmente no deserto vermelho de Wyoming. O tempo é o maior desafio, pois a neve pode bloquear o caminho. Muitos preferem começar em New Mexico, na primavera e esperar chegar à fronteira canadense antes das tempestades. Dica: para evitar alguns dos desvios tediosos da trilha oficial, o Continental Divide Trail Sociedade definiu uma rota alternativa.
11- Bibbulmun Track (Austrália): a trilha passa por uma floresta de eucaliptos da região e abriga muitas cobras. É comum encontrar cobras, que vão desde o Death Adder até a serpente tigre. Ao longo da caminhada há também criaturas raras como o Numbat, uma espécie de marsupial, e o Chuditch, um marsupial carnívoro ameaçado por não-nativos, e os venenosos sapos-cururus. O caminho tem cerca de 600 milhas (965 quilômetros) e é dividido em 58 trechos. Existem 49 abrigos onde é possível conhecer caminhantes de todo o mundo. O melhor período para conhecer o local é de março a maio e de setembro a novembro. Dica: vale a pena tirar um tempo da caminhada para explorar as cidades próximas, como Pemberton, que está em uma região vinícola.
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12- West Highland Way (Escócia): inaugurado em 1980 como o primeiro sistema da Escócia de grandes trilhas, o West Highland Way – com 96 milhas (154 quilômetros) – mergulha direto para a faixa mais robusta e romântica da paisagem escocesa. O caminho passa em aldeias como Rowardennan, onde os caminhantes podem passar a noite em uma cama quente e tirar um tempo para percorrer a trilha para o lago. O clima escocês é notoriamente ruim, mesmo no verão, porém meses mais quentes são os melhores.Dica: saia da trilha oficial e vá para Ben Nevis, o ponto mais alto do Reino Unido, com 4.409 pés.
13- Rota de Shackleton (Antártida): o caminho de 22 milhas (35 quilômetros) foi realizado pela primeira vez pelo capitão Ernest Shackleton e seus homens que abandonaram seu navio, o Endurance, preso no gelo por mais de nove meses, em 1915. A caminhada é um verdadeiro épico, atravessando imprevisíveis fendas e geleiras. Nas praias de areia negra milhares de pinguins e elefantes marinhos gritam em seus ninhos. Além de um ótimo observatório de pássaros, a travessia da Geórgia do Sul termina no mesmo local onde Shackleton e sua tripulação finalmente terminaram seu épico, em Stromness, que agora está abandonado e cheio de pinguins. O verão antártico ocorre entre 20 de dezembro 20 de março e oferece o melhor período para os aventureiros. Dica: você provavelmente irá precisar dos serviços de um guia, pois a navegação marítima é perigosa, e a estadia na ilha, é cara. Porém, por conta da quantidade de pessoas que deseja fazer o passeio, o governo britânico limitou grupos de até cem pessoas, logo você pode dividir as despesas.
14- Shipwreck Coast e Shi Shi Beach (Washington): o local, isolado e cheio de toras maciças e cordões gigantes de algas, é chamado de “Costa do Naufrágio”, pois vários marinheiros já morreram em naufrágios na região, sendo que durante a caminhada o visitante passa por memoriais dos falecidos. Mas nem tudo é tristeza, as marés baixas expõem piscinas naturais cheias de estrelas-do-mar e ouriços, além de ursos, alces, leões marinhos e focas, que aparecem às vezes. O melhor período para caminhar as 70 milhas (112 quilômetros) é de agosto a setembro, mas o mau tempo deve ser esperado a qualquer momento. Dica: cuidado com os guaxinins, esconda bem sua comida durante a noite.
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15- Grand Randonnée 20 – GR 20 – (Córsega): Córsega oferece algumas das mais íngremes montanhas do continente, incluindo o Monte Cinto de 8.878 pés, projetando-se do mar. No local, os caminhantes cansados podem saborear o vinho local, e dormir em uma cama quente, fazendo do GR 20 a caminhada de aventura mais luxuosa do planeta. As 112 milhas (180 quilômetros) não devem ser visitadas no inverno, por conta da neve, mas é ótima no verão, entre julho e agosto. Caso não queira, ou não tenha tempo para a caminhada inteira, visite o Cirque de La Solitude, onde a trilha é tão íngreme que os caminhantes precisam se agarrar a cadeias na rocha para não cair no abismo. Dica: se você quer uma cama em um dos refúgios, é preciso ir cedo e não é necessário levar muito alimento, a não ser que não queira comer no local.
16- Copper Canyon e Tararecua Canyon (México): a trilha tem cerca de 40 milhas (64 quilômetros) e 20 mil pés verticais. O Canyon Tararecua, com 4.675 pés, é um dos melhores pontos do complexo para caminhadas no deserto, especialmente por causa das águas termais, ideal para se recuperar da caminhada. De março a abril e de outubro a novembro são os períodos ideais para o passeio. Dica: leve um casaco, pois a temperatura no deserto varia muito e pode até nevar.
17- Grande Trilha do Himalaia – GHT – (Nepal): o GHT não é uma trilha, mas uma visão que conecta a maior rota em toda a Índia, através do Himalaia, no Paquistão, Tibete, Nepal e Butão, onde existem trihas de comércio antigo e caminhos de peregrinação. O plano da trilha de mil milhas (1.609 quilômetros), dividida em 10 trechos, é para promover o turismo responsável no meio da instabilidade política do Nepal das sempre crescentes massas de turistas que procuram a trilha para subir os picos mais altos do mundo. Nas aldeias próximas há a chance de ver animais selvagens, como o leopardo da neve, rebanhos de ovelha azul, pandas vermelhos na floresta. Além das cabanas de hóspedes, mosteiros e casas de chá. O tempo é sempre duvidoso no Himalaia, porém abril e outubro são os melhores meses. Dica: se a trilha soa muito intimidante, mas você ainda quer atravessar o Nepal e o Himalaia, tente o Green Route, uma versão menor do GHT que evita os mais altos trechos, que exigem maiores habilidades técnicas.
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18- Benton MacKaye Trail (Georgia, Tennessee e Carolina do Norte): o caminho é solitário, íngrem e às vezes nebuloso. Ele começa junto com a Trilha Apalache, na Springer Georgia Mountain e termina na a Trilha Apalache depois de cruzar o Great Smoky Mountains National Park, percorrendo oito áreas de estudo da região selvagem ao longo do caminho. A primavera e o outono são as épocas ideais para atravessar as 300 milhas (482 quilômetros) do caminho. Dica: a trilha é um ótimo local para pesca.
19- The Snowman Trek (Butão): esta é considerada a caminhada mais difícil do planeta, embora cubra pouco mais de 200 milhas (321 quilômetros) a trilha passa por locais com até 17.000 pés de altura. Por contas das altas atitudes, existe uma preocupação com a adaptação do corpo. Além disso, o Butão regula minuciosamente os turistas para manter o país o mais intacto possível. Todas essas dificuldades, no entanto, acrescentam-se ao que simplesmente pode ser a melhor caminhada do mundo. Abril e outubro são os melhores meses para evitar a neve e a chuva. Dica: o governo do Butão impõe uma tarifa mínima de US$ 250 por dia, para cada visitante estrangeiro. Porém, prepare-se para gastar pelo menos US$ 8.000 para alimentação e guia.
20- Trilha Internacional dos Apalaches – IAT – (Estados Unidos, Canadá, Groenlândia, Escócia, Espanha e Marrocos): o IAT é uma tentativa de re-conectar parte do supercontinente, a Pangeia, que existiu há mais de 200 milhões de anos. A trilha inclui cerca de 1.862 milhas ( 2.996 quilômetros) e resulta num caminho que liga as culturas de dois continentes. A temporada para o IAT é mais curta do que a do Appalachian Trail padrão e requer travessias de oceano, por isso é melhor ser feita no Verão oupor partes. Dica: o albergue do Chic-Chocs Mountain oferece um refúgio de primeira classe em abrigos e tendas, incluindo uma banheira de hidromassagem e sauna.