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SÃO PAULO – A instalação de medidores individuais de consumo de água nos condomínios pode reduzir o consumo em até 30%, garante especialistas. “Não é justo que uma pessoa que more sozinha pague a mesma conta de água de uma família com cinco pessoas”, defende o síndico Alexandre de Castro César, de um condomínio na zona oeste. “E é isso o que acontece nos condomínios em que a despesa é rateada”.
De acordo com administradoras de condomínios, é a conta de água a segunda maior despesa dos prédios, só perdendo para a folha de pagamento. No condomínio de César, no entanto, os medidores foram separados ao custo de mil reais para cada condômino.
Desperdício controlado
“A conta individualizada estimulou o uso racional e a diminuição do desperdício, o que resultou em conta menor”, avalia o síndico, ao lembrar que medidores separados também facilitam a identificação de vazamentos, como nos casos em que o consumo aumenta sem explicação aparente.
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Segundo o gerente de Marketing da CAS Tecnologia (empresa que trabalha com o sistema), Marco Aurélio Teixeira, o consumo em um prédio residencial não deve ultrapassar 180 litros/dia por pessoa. “Mas infelizmente esses números estão distantes da realidade”.
O medidor individual (hidrômetro) também tem outra vantagem. A novidade permite que os condôminos acompanhem o consumo pela internet por meio da administradora.
Projeto de Lei aguarda sanção do prefeito
Já existe um Projeto de Lei Municipal que obriga a instalação dos submedidores individuais nos edifícios novos com seu custo repassado para o condomínio, mas o texto ainda aguarda sanção do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
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O engenheiro civil da Via Empreendimentos, Alex Gonçalves, informa que a cerca de quatro anos as construtoras da capital já projetam edifícios com os equipamentos ou deixam o encanamento semi-pronto. Ele explica que os condôminos precisam gastar cerca de R$ 110 quando o prédio já conta com a estrutura para a instalação do aparelho, valor que retornaria ao bolso do morador em poucos meses.
Para os prédios antigos o custo é maior, já que é preciso mudanças na estrutura hidráulica. O orçamento, contudo, depende de cada construção. “É um engenheiro quem deve avaliar as condições”, explica Gonçalves.
Essas informações são do Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo.