Condomínio sobe apenas 6,60% em 2001

Reajuste acumulado de 2001 ficou abaixo da inflação no período, que dependendo do índice, variou entre 7% e pouco mais de 10%

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SÃO PAULO – Preocupados com os altos custos do condomínio, muitos consumidores acabam optando pelas casas ao invés dos apartamentos na hora de comprar ou alugar um imóvel. Apesar dos altos índices de criminalidade, os consumidores parecem estar mais preocupados com o bolso do que com a segurança. O condomínio para um apartamento de três quartos em uma cidade como São Paulo pode custar até R$ 500 por mês, isto é claro na ausência das chamadas despesas extraordinárias.

Reajuste ficou abaixo da inflação em 2001

A Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo publica mensalmente um índice com a variação dos custos de condomínio, também chamado de Ipevecon. De acordo com o índice, o valor dos condomínios aumentou bastante nos últimos meses de 2001. Em dezembro e novembro do ano passado, o índice aumentou respectivamente, 14,53% e 11,49%.

Em parte a alta dos últimos dois meses do ano reflete a sazonalidade dos gastos do condomínio, época em que aumentam os gastos com pessoal e encargos sociais. Apesar da alta registrada nos dois últimos meses do ano, a variação do índice durante o ano de 2001 ficou em 6,60%, abaixo, portanto de todos os índices de inflação que ficaram entre 7% e 10% no acumulado de 2001.

Despesas com pessoal respondem por 56% dos gastos

De acordo com a Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo, em dezembro a maior parte dos gastos condominiais foi direcionada às despesas com pessoal (36,35%). Se juntarmos a este percentual os gastos com encargos (17,15%) e benefícios (2,10%) as despesas com pessoal acabam respondendo por 55,6% dos gastos totais do condomínio.

Em seguida ficaram os gastos com água (11,24%), manutenção (9,13%), administrativo (8,73%) e luz (5,59%). Os gastos com despesas gerais (2,37%) e eventuais (6,22%) acabaram respondendo por cerca de 8,59% dos gastos totais. A expectativa é de que os gastos condominiais caiam significativamente em janeiro, apesar do recolhimento de FGTS sobre o décimo terceiro ainda influenciar as despesas do mês.

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