Comprar ou não comprar: o que analisar para adquirir o Novo iPad?

Produto será vendido a partir da meia-noite desta quinta-feira em sites e poderá ser comprado em lojas amanhã

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SÃO PAULO – Em poucas horas os consumidores vão poder comprar o último modelo de tablet lançado pela Apple, o Novo iPad. A partir da meia-noite desta quinta-feira, diversos sites vão colocar à venda o produto. As lojas físicas, por sua vez, dão início às vendas a partir da sexta-feira, dia 11 de maio. Entretanto, o que levar em consideração para adquirir tal dispositivo?

Em primeiro lugar, o preço. A única operadora de telefonia móvel que vai comercializar o produto é a Tim, que já divulgou seus valores. O modelo mais barato, de 16 GB, custará R$ 1.560,00, o de 32 GB sai por R$ R$ 1.999,00 e o de 64 GB, por R$ 2.249,00, lembrando que os preços são para pagamento à vista. A operadora só permitirá parcelamento para clientes que tiverem planos.

A Vivo e a Oi não comentam se vão ou não vender o produto. Já a Claro diz que está estudando o assunto. As lojas de varejo, por sua vez, ainda não divulgaram seus preços, mas o aparelho será comercializado em diversos estabelecimentos, como Submarino, Americanas, Fast Shop, Extra, Ponto Frio, Saraiva entre outros. Assim, uma boa pesquisa de preços pode fazer muita diferença.

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As inovações
Para quem não tem muito conhecimento sobre as inovações do Novo iPad, o professor do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Roverso, ajuda a identificá-las. A primeira novidade do aparelho diz respeito à conectividade. A tecnologia do produto é a 4G, que permite uma internet móvel em uma velocidade nunca vista antes.

Só tem um pequeno detalhe: o Brasil ainda não tem estrutura compatível com tal tecnologia, portanto, nenhum proprietário do Novo iPad conseguirá notar qualquer diferença em termos de velocidade. “Se o vendedor tentar te convencer a comprar o produto usando como argumento o fato de que você terá velocidade maior, é mentira”, alerta Roverso.

Porém, vale considerar que em países como os Estados Unidos existe estrutura compatível com tal tecnologia, portanto, quem viaja muito poderá aproveitar esse recurso. Além disso, o governo brasileiro já anunciou que está se preparando para oferecer estrutura compatível com o 4G até a Copa do Mundo, em 2014. Assim, se você comprar o produto agora, em 2 anos poderá utilizar 100% da sua capacidade.

Outra inovação diz respeito à tela. Ela será praticamente do mesmo tamanho do modelo anterior, mas com uma resolução muito melhor. “Será superior a de uma tv de alta resolução e semelhante ao iPhone 4S”, explica Roverso. O processador do Novo iPad também vem com algumas melhorias, oferecendo uma velocidade maior.

Roverso também cita a câmera e o vídeo, ambos mais potentes. O vídeo é de alta definição. Por fim, a bateria é maior e mais potente, mas como os recursos são mais pesados, e consomem mais bateria, não haverá diferenças em termos de duração.

Dúvida: 16 GB, 32 GB ou 64 GB? 
Mas, como escolher entre um modelo de 16 GB, 32 GB ou 64 GB? Segundo o professor, o cliente tem que lembrar que não é possível colocar mais memória no iPad. Portanto, se você gosta de baixar vídeos, sobretudo, os de alta resolução e usa muito recursos gráficos, como jogos, não faz muito sentido comprar o de 16 GB.

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“É a mesma coisa de comprar uma Ferrari e ter que andar a 60 quilômetros por hora”, compara Roverso. O de 16 GB é aconselhável para quem quer o produto apenas para o trabalho, ou seja, que não precisa de vídeos e jogos.

Vale lembrar, também, que os próprios aplicativos estão ficando mais pesados, “eles estão dobrando de tamanho, o que vai ocupar mais espaço”. Por esses motivos, vale a pena pensar em um modelo igual ou superior a 32 GB, pois são os mais adequados para atender o usuários que faz um uso intenso do tablet.

A lógica é simples. Entre os grandes diferenciais do Novo iPad, está o fato de permitir uma qualidade de imagem superior, o que requer mais espaço. Então, não faz sentido comprar algo sem memória suficiente que te permite aproveitar as melhorias.

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Vale a pena trocar de modelo?
E se você já tinha uma versão anterior do iPad, como avaliar se está na hora de comprar o novo? Para o professor, quem tinha a primeira versão, vale a pena adquirir o novo. Isso porque a vida útil do primeiro modelo, lançado no Brasil em 2010, já deve estar se esgotando. A bateria, por exemplo, que não pode ser trocada, já não funciona plenamente.

Mas quem tinha o iPad 2 (lançado no ano passado), a avaliação deve ser bastante criteriosa. Se você não é um viciado em tecnologia, talvez seja mais prudente esperar a próxima versão. Há, inclusive, rumores de mercado sinalizando que a Apple vai lançar, ainda este ano, uma versão superior ao Novo iPad nos Estados Unidos. Como demora alguns meses para os lançamentos chegaram ao Brasil, quem sabe no início de 2013 não teremos um novo modelo?

As diferenças, para o usuário comum, entre o iPad 2 e a nova versão não é tão intensa, e o consumidor tem que considerar que pode estar investindo muito dinheiro para não ter tanto retorno. Veja, portanto, se sua versão ainda te atende.

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E as outras marcas?
Por fim, há a questão da concorrência. Não é só a Apple que atua no mercado de tablets. A Motora e Samsung, por exemplo, também ofertam tablets com qualidade e recursos bastante similares aos da Apple. Para avaliar qual marca comprar, é interessante observar duas questões que giram em torno do hardware e software.

Hardware é relativo aos aspectos físicos como tamanho, peso e design, por exemplo. Em relação ao design, a Apple costuma sair na frente. Já sobre os demais itens, é preciso ver qual modelo atende suas necessidades.

Passando para o software, ou seja, em relação aos aplicativos, Roverso faz algumas considerações. O sistema operacional da Apple é o IOS, que conta com um aspecto muito importante: o de ser mais intuitivo e didático. “Para quem não é muito amigo da tecnologia, é mais indicado”, diz o professor.

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Já as outras marcas contam com o sistema operacional conhecido como Andróide. Esse sistema é um pouco mais difícil de lidar, mas, por outro lado, é mais atrativo para aqueles que gostam de tecnologia.

“O Andróide te dá mais liberdade; É mais flexível nas configurações de tela, por exemplo. Para quem mexe mais, que entende de tecnologia e gosta de fuçar no aparelho, o andróide é um prato cheio”, finaliza Roverso.

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