Comprar no supermercado ficou 2,69% mais caro em outubro

Segundo a Abras, na comparação com outubro de 2004 há queda real de 7,68%; cesta básica de produtos chegou a R$ 193,01

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SÃO PAULO – Os preços dos artigos vendidos nos supermercados brasileiros continuaram a subir em outubro. A cesta básica de produtos registrou uma alta real de 2,69% na comparação com setembro, que já havia registrado uma elevação de 0,53%.

Apesar disto, no confronto com o mesmo mês do ano passado, a pesquisa mostra queda de 7,68% no valor da cesta, atualmente cotada a R$ 193,01.

Os dados fazem parte do Índice Abras Mercado, divulgado nesta quarta-feira (30), pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que utiliza no cálculo a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preço ao Consumidor – Amplo).

Preços dos produtos

Para acompanhar os gastos familiares nos supermercados do País, o indicador apurado pela Abras, em parceria com a GfK Indicator, leva em conta a variação de preço de uma cesta de 35 produtos de largo consumo, distribuídos pelos segmentos de alimentos (o que inclui cerveja e refrigerante), higiene, beleza e limpeza doméstica.

O conjunto de itens pesquisados, de R$ 193,01, corresponde a cerca de 64% do valor do salário mínimo. A cesta mais barata foi observada em agosto deste ano, a um custo de R$ 188,99.

Entre os itens que mais influenciaram o balanço de outubro, a Abras destaca a queda de preço da cebola (-9,71%), da batata (-3,62%) e do arroz (-3,32%). Por outro lado, as altas mais significativas ocorreram nos custos do tomate (15,66%), da farinha de mandioca (8,02%) e da carne de traseiros (6,72%), que teve sua segunda alta consecutiva.

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Diferenças regionais

Na análise regional, a Abras revela novamente que a cesta de produtos mais cara do mês foi a vendida no Sul (R$ 210,78), que teve um aumento de 1,07%. A mais barata continua sendo a do Nordeste (R$ 168,19), apesar da alta de 1,7% sobre setembro.

No Norte (R$ 206,28), Sudeste (R$ 186,75) e Centro Oeste (R$ 184,45), o preço médio do conjunto de itens também ficou mais caro, 2,49%, 1,94% e 2,63%, respectivamente. Nenhuma região apresentou recuo do preço final.

O local que apresentou a cesta mais cara foi Brasília (R$ 226,02), que teve alta de 1,54% em outubro. Na seqüência aparece Florianópolis (R$ 215,32), com a cesta valendo 2,84% mais; e Curitiba (R$ 213,58), onde os custos aumentaram 2,38%.

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As cestas mais baratas foram encontradas em Goiânia (R$ 149,10), que registrou alta no preço de 2,79% na comparação com setembro; Cuiabá (R$ 156,59), onde a respectiva alta foi de 3,55%; e Maceió (R$ 161,90), com queda de 0,97%.