Compra de imóvel à vista é maioria; financiamento com CEF é o que mais cresce

Creci-SP revela que pagamento à vista respondeu por 45,68% das vendas em junho, ante 33,33% do financiamento com a CEF

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SÃO PAULO – No sexto mês do ano, a maior parte dos moradores da cidade de São Paulo comprou um imóvel à vista. Por outro lado, o destaque em crescimento na participação no mês ficou com os financiamentos, principalmente os atrelados à Caixa Econômica Federal.

Segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (4) pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), o pagamento à vista correspondeu por 48,15% das vendas de imóveis em junho, ante uma participação de 45,68% dos financiamentos.

O destaque em crescimento de participação, por sua vez, ficou com a CEF, que atingiu, em junho, 33,3% das vendas, correspondendo a 73% do montante financiado pelos bancos. As demais instituições ficaram com participação de 12,35%.

Destaque para financiamento da CEF

De acordo com os dados, a participação dos financiamentos da CEF no total de vendas vinha se mantendo a uma média de 25% no último semestre de 2007. A representatividade chegou a 28,57% em janeiro, oscilando, desde então, entre 24% e 26%.

Em junho, a CEF concedeu R$ 147,5 milhões para imóveis com recursos de poupança (valor até R$ 154 mil) e R$ 135,9 milhões para os com fundos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), no valor de R$ 135,9 milhões.

O valor médio financiado foi de R$ 89,3 mil na poupança e de R$ 49,5 mil no FGTS/Caixa.

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Aquisição da casa própria

Além da aquisição à vista e do financiamento pela CEF, os paulistanos também negociaram diretamente com os proprietários, de acordo com a tabela abaixo:

Venda de imóveis na cidade de São Paulo em junho
Forma de pagamento Participação
À vista 48,15%
Financiamento com CEF 33,33%
Financiamento com outros bancos 12,35%
Direta com proprietário 5,56%
Consórcio 0,62%

Fonte: Creci-SP

Valor do imóvel

Casas e apartamentos com valores médios entre R$ 121 mil e R$ 140 mil representaram 10,71% das vendas realizadas pelas 431 imobiliárias contatadas. Empataram com os imóveis de R$ 61 mil a R$ 80 mil, ficando abaixo apenas dos com valor médio de R$ 81 mil a R$ 100 mil (11,31% do total vendido).