Compra de carro: uso de leasing sobe em setembro; crédito fica estável

De acordo com dados do Banco Central, leasing para aquisição de veículos cresceu 7,3% em setembro, frente a agosto

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SÃO PAULO – O brasileiro tem aderido mais ao leasing do que ao financiamento na hora da compra de um carro. Por isso, as operações de arrendamento mercantil para pessoa física, na aquisição de veículos, cresceram 7,3% em setembro, na comparação com agosto, enquanto as de financiamento mantiveram-se estáveis.

De acordo com a Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central, divulgada nesta quarta-feira (22), as operações de arrendamento mercantil destinadas aos segmentos de pessoas físicas e jurídicas somaram R$105,8 bilhões em setembro, evidenciando, no primeiro caso, a maior demanda por operações de leasing vinculadas à aquisição de veículos.

“Os empréstimos para pessoas físicas alcançaram R$ 270,8 bilhões em setembro. O resultado continuou refletindo, basicamente, o incremento na carteira de crédito pessoal, cujo saldo alcançou R$ 122,5 bilhões, tendo em vista a estabilidade nos financiamentos para aquisição de veículos, como conseqüência da preferência pelas operações de arrendamento mercantil”, diz o BC.

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Crédito mais caro

Uma justificativa apontada para o fato de o brasileiro recorrer mais ao leasing é o aumento da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas operações de crédito, promovido pelo governo para compensar o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira). O arrendamento mercantil é isento da cobrança do imposto.

A medida afugentou os brasileiros, mesmo com a decisão do BC de criar o depósito compulsório*, o qual causa um aumento na taxa de juros para o consumidor, quando da aquisição de veículos por meio do leasing.

Além disso, com a crise externa, há uma maior limitação de recursos para crédito, o que o torna mais caro para o consumidor final.

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CDC versus leasing

O crédito direto ao consumidor é indicado para prazos de até 24 meses. O carro fica no nome do proprietário e, em caso de dívida, o bem é colocado como garantia. Neste caso, é importante ficar atento às taxas cobradas pelos bancos, como a TAC (Taxa de Abertura de Crédito), por exemplo.

O leasing também é indicado para quem pretende comprar carro em dois anos. Neste sistema de compra, o cliente paga as parcelas como se fosse um aluguel, mas vai amortizando o valor total em questão. No fim do prazo do contrato, o consumidor pode adquirir o veículo pelo valor combinado, renovar o acordo ou devolver o veículo ao arrendador.

*Obriga os bancos comerciais e outras instituições financeiras a depositarem, no Banco Central, parte de suas captações em depósitos à vista ou outros títulos contábeis.