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SÃO PAULO – Para comprar um carro novo você escolhe a montadora, o modelo, a cor, os acessórios, pesquisa preços, efetua o negócio (pagando a vista ou parcelado) e aguarda o recebimento do veículo. O processo de compra de um carro usado percorre um caminho mais tortuoso que pode desestimular a compra por um consumidor com perfil mais conservador ou com urgência de aquisição.
Antes de efetuar a compra, é necessário o aval de alguns “consultores” particulares: o despachante, o corretor de seguros e o mecânico.
Despachante
Muitas pessoas ainda têm medo de adquirir um carro semi-novo ou usado pelo desconhecimento do passado do veículo. Hoje em dia não faltam serviços de órgãos públicos que permitam levantar inúmeros dados a respeito do carro na internet.
É possível descobrir, por exemplo, nome do proprietário, placa, marca, modelo, ano de fabricação, espécie (se é de passageiros ou não, por exemplo) e procedência (se é nacional ou importado).
Pode-se checar, com o auxílio de um despachante, se há multas em vários níveis (federal, estadual e municipal) utilizando o número do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores) e a placa do veículo. É importante estar ciente da dificuldade e custo da transferência de placa de um Estado para outro (por exemplo, BA para SP).
Corretor de seguros
Dependendo da montadora, do modelo e do ano, podem ocorrer restrições junto às seguradoras. Pode acontecer que após o corretor de seguros efetuar uma ampla pesquisa chegar a conclusão que este carro em questão não foi aceito pelas seguradoras.
Outra possibilidade é que o valor cobrado pelas seguradoras seja elevado e em uma análise financeira seja interessante escolher outro modelo ou outra montadora; é interessante o comprador do veículo avaliar o aproveitamento de bônus e descontos já acumulados antes de assinar a nova apólice.
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Mecânico
A decisão da compra deve sempre ser acompanhada de um mecânico de confiança. Em um carro usado alguns itens fundamentais devem ser verificados: motor, freios, pneus, câmbio, alternador e funilaria. Principalmente quando o carro em questão é importado.
A dificuldade de obter as peças de reposição pode demorar meses e o custo ser equivalente a 25% do valor do carro. Exemplo: o conserto de um câmbio automático em carro importado atinge o valor de R$ 5.000,00 e o sistema de tração 4×4 varia de R$ 2.000,00 a R$ 3.500,00.
Estando ciente destes cuidados é grande a chance de realizar excelentes negócios, adquirindo um carro todo equipado, em bom estado de conservação e muitas vezes raro.
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(*)Marcos Crivelaro é professor PhD da FIAP – Faculdade de Informática e Administração Paulista e da Faculdade Módulo, em São Paulo, nas áreas de administração de materiais, administração da produção e planejamento. É também especialista em matemática financeira e consultor em finanças.