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SÃO PAULO – Com a crise financeira internacional, que trouxe uma restrição de crédito ao Brasil, o consórcio voltou a ser opção para a compra de um carro, principalmente porque as empresas do setor têm oferecido facilidades.
Um exemplo disso é que o contemplado tem uma carta de crédito que pode usar comprando o carro quando quiser. O participante ainda pode comprar um carro usado de até dois anos.
Outra vantagem, conforme descreveu a Agência AutoInforme, é que, se houver um contratempo na vida do consorciado, como a perda do emprego ou de alguma parcela da renda, e ele precisar diminuir o valor da parcela, poderá haver uma redução de até 50%.
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Há décadas, quando os planos de financiamento de carros não passavam de seis meses, o consórcio imperava. Depois, com a ampliação dos prazos de pagamento, o sistema perdeu força. Agora, com a crise financeira, tem sido a alternativa de muitos brasileiros.
Para se ter uma idéia, no caso de carros e comerciais leves, setembro teve um aumento de 29,6% em comparação com o mesmo mês do ano passado, quando analisados os consórcios comercializados. Em outubro, o avanço deve ter sido maior, devido ao fato de os financiamentos terem minguado, mas o Banco Central ainda não divulgou dados.
O setor de motos sempre foi o que mais atraiu consorciados. Hoje, ele representa 53% das cotas vendidas, incluindo todos os segmentos, como imóveis e eletrodomésticos. Cresceu 5,8% em setembro, em relação ao mesmo período do ano passado.
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“A tendência é de um crescimento, já que, além da dificuldade de financiamento, houve uma alta nos juros. Já percebemos uma procura maior pelo consórcio nas lojas credenciadas”, afirmou o diretor comercial do Consórcio Rodobens, José Carlos Pachoalão.
“O consórcio pode voltar a ser uma alternativa de compra neste momento em que falta crédito para se financiar um veículo”, comentou o presidente da Fenabrave (Federal Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Sérgio Reze.