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SÃO PAULO – Após terem vendido sua primeira companhia aérea exclusivamente de classe executiva e com operação na rota Paris-Nova York para a British Airways, a dupla franco-americana Frantz Yvelin e Peter Luethi voltou ao jogo.
Depois de terem vendido a L’Avion para a British Airways em 2008 por 78 milhões de euros (US$ 104 milhões), os sócios criaram outro empreendimento para oferecer o mesmo serviço.
Tendo iniciado as operações em 21 de julho usando um Boeing 757 usado, a LaCompagnie voa duas vezes por semana de Paris a Nova York. Mantendo os custos gerais no nível mais baixo possível, a companhia aérea é capaz de vender passagens de ida e volta por cerca de 1.300 euros, metade do valor praticado pela Air France-KLM Group. Ao oferecer o que diz ser o melhor custo-benefício, a nova companhia aérea diz que está em uma posição vantajosa, pois as empresas estão buscando formas de reduzir custos.
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“As companhias aéreas tradicionais têm margens enormes. Estamos visando corporações e viajantes cada vez mais atentos aos custos”, afirmou o CEO Yvelin. Ainda assim, nem todos estão convencidos de que um serviço assim é viável.
“Operar apenas com classe executiva sempre foi problemático”, disse Hubert Horan, consultor independente de aviação de Phoenix. “A demanda da classe executiva é difusa e sazonal”, completou.
Um caso em questão: a British Airways encerrou o modelo de serviço independente da L’Avion, unindo-a à marca OpenSkies, com ofertas mais amplas. Companhia aéreas semelhantes como EOS Airlines, SilverJet e MaxJet deixaram de operar depois de menos de cinco anos em serviço.