Compacto e prático: conceito de hotel cápsula japonês se espalha no mundo

Lançado em Londres, o easyHotel se inspirou nos hotéis casulos do Japão, seu criador planeja novas unidades nos EUA

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SÃO PAULO – O Japão é um dos países mais populosos do mundo, apesar de seu moderado território, e por isso mesmo é conhecido pela criatividade que utiliza no aproveitamento do espaço: são desde utensílios domésticos a aparelhos eletrônicos, e até apartamentos em versões compactas.

Agora, mais um de seus modelos “mini” está sendo copiado na Europa. Trata-se dos hotéis cápsula, como são chamados os conjuntos de quartos que, de tão pequenos, comportam apenas uma cama e não são suficientemente altos para que uma pessoa possa ficar em pé.

A iniciativa, chamada de easyHotel, a é do empreendedor grego Stelios Haji-Ioannou, através do easyGroup. O hotel foi aberto no centro de Londres, na Inglaterra, na segunda-feira, em uma pensão de originalmente 20 quartos e que, após uma reforma, passou a comportar 34 quartos casulos. O magnata planeja expandir no Reino Unido e nos EUA.

Práticos e compactos

Essa espécie de hotel se diferencia das tradicionais pousadas em diversos aspectos, priorizando os baixos preços (uma diária custa em torno de 20 libras) e a praticidade. Não há estacionamento, bar ou restaurante, nem área de estar, telefones ou roupões nos quartos.

Os quartos possuem um colchão de casal com lençóis, travesseiros e uma coberta de frio. Além disso, os hóspedes têm direito a toalhas e o banheiro conta com pia, chuveiro, vaso e espelho. Apenas três quartos no estabelecimento possuem janelas; o restante tem aparelhos de ar condicionado, que são regulados apenas em um aparelho central.

Os serviços de arrumação são pagos separadamente e são opcionais. O único luxo é uma televisão de tela plana, fixada na parede ao pé da cama, no quarto, porém cobra-se cerca de 5 libras a cada 24 horas de serviço de TV.

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O magnata diz que, apesar de os hotéis cápsula serem sua maior inspiração no projeto do easyHotel, deixou de lado dois aspectos que considera os principais defeitos dos quartos japoneses: a altura no hotel europeu é suficiente para comportar uma pessoa em pé, e os quartos têm banheiros individuais, o que, segundo ele, são o mínimo para que possam atender a um padrão de qualidade.