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SÃO PAULO – O comércio brasileiro está batendo recordes, mas negativos. O primeiro trimestre de 2016 teve os piores resultados desde o início da medição histórica, em 2000, de acordo com o indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio.
Os dados mostram que o movimento dos consumidores nas lojas de todo o país caiu 1,5% em março, na comparação com o mês imediatamente anterior, já contemplando os devidos ajustes sazonais. Em relação mesmo mês do ano passado (mar/15), a retração da atividade varejista em março de 2016 foi de 9,2%. No acumulado do primeiro trimestre de 2016, a atividade varejista caiu 8,5% na comparação com o primeiro trimestre de 2015. A medição é feita com base em cerca de 6.000 empresas comerciais e o indicador, com início em janeiro de 2000, é segmentado em seis ramos de atividade comercial.
Para os economistas responsáveis pela análise dos números, o que impacta negativamente a atividade varejista são, principalmente, o aumento do desemprego, as taxas de inflação ainda elevadas, o crédito cada vez mais caro e o baixo grau de confiança do consumidor.
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Durante os três primeiros meses do ano, 2016, apenas o segmento de combustíveis e lubrificantes, com variação de 5,3%, está com crescimento positivo em relação ao primeiro trimestre de 2015. Estão com retração supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-6,2%); móveis, eletroeletrônicos e informática (-13,1%); veículos, motos e peças (-19,5%); tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-14,6%); material de construção (-4,5%).