Combustíveis: consumidor se preocupa mais com a qualidade do que com o preço

BR-Petrobas é a empresa mais lembrada do setor, seguida por Shell, Ipiranga, Texaco, Esso e Ale

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SÃO PAULO – O consumidor brasileiro que decide abastecer seu carro se preocupa mais com a qualidade do combustível do que com o preço cobrado por ele.

De acordo com pesquisa do Instituto Qualibest, o motorista escolhe o posto quando confia no produto oferecido por ele. Outra preocupação é quanto à qualidade dos serviços oferecidos pela rede. Só na terceira colocação aparece o preço do produto, seguido por distribuição e cortesia dos frentistas.

Homens andam mais de carro

Os brasileiros que abastecem freqüentemente rodam, em média, 170 quilômetros por semana. Mas os clientes que garantem maior lucratividade para os postos são aqueles que circulam, em média, 309 quilômetros no mesmo período. Estes clientes procuram um posto pelo menos a cada quatro dias. “A média entre os homens é 23% mais alta que entre as mulheres”, informa a Qualibest.

Segundo a amostra, 74% dos veículos são movidos à gasolina, mas aqueles comprados entre 2005 e 2006 estão quase empatados com os bi-combustíveis, com 46% e 44%, respectivamente.

Postos

De acordo com o estudo, a BR-Petrobas é a empresa do setor mais lembrada: com 54% das respostas. Na seqüência, aparecem Shell (19%), Ipiranga (14%), Texaco (6%), Esso (5%) e Ale (1%). Mesmo assim, 23% dos pesquisados disseram que não são fieis à marca.

Aproximadamente um terço dos consultados disseram que poderiam mudar de marca se o posto preferido aumentasse o valor do produto em 10%. A BR-Petrobras perderia menos clientes (29%), enquanto 53% dos clientes da Ale fariam o mesmo.

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A publicidade tem grande alcance neste segmento. Para se ter uma idéia, a BR-Petrobras e a Ipiranga são as mais lembradas pelo consumidor em 82% e 71% dos casos, respectivamente, e são essas as empresas que mais investem em propaganda, principalmente na televisão. “Entre os entrevistados, 81% declararam ter visto recentemente alguma propaganda das distribuidoras de combustíveis”, diz o Instituto.