Combustíveis: Brasil pode deixar de utilizar álcool hidratado

Sugestão, que ainda precisa de consenso, é da ANP, que acredita em medida para baratear do produto para o consumidor

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SÃO PAULO – O Brasil pode deixar de fabricar um das opções de álcool combustível. A informação foi transmitida pelo superintendente de abastecimento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Roberto Ardenghy, na última segunda-feira, durante Seminário Internacional de Biocombustíveis, em Brasília.

Os fabricantes brasileiros de álcool fabricam dois tipos desse combustível: o hidratado (colocado direto no tanque) e o anidro (misturado em 20% de gasolina). A intenção da ANP é de que o Brasil abra mão do primeiro para que os preços cobrados pelo produto sejam reduzidos.

Consenso

A sugestão, contudo, ainda precisa do consenso dos usineiros e da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). A ANP já planeja uma reunião para discutir o assunto depois do feriado de 1º de maio.

De acordo com o superintendente, a medida baratearia a produção e a logística. Ele acredita que a mudança simplificaria a fiscalização do álcool e facilitaria a logística e a produção do produto. Além de precisar manter dois tanques para estocar os diferentes tipos de álcool, o transporte do combustível também precisaria ser feito por caminhões diferentes, uma vez que o hidratado contém água em sua composição.