Com redução de IPI, Fenabrave revê previsão de vendas para 2009

Antes, a entidade previa queda de 19%; agora, espera alta de 3,63%. Consumidor mais otimista também contribuiu para a revisão

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SÃO PAULO – A redução de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) para o setor automotivo surtiu efeito e fez as vendas aumentarem no último mês de 2008. Com isso, a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) reviu a sua projeção para 2009.

Em dezembro, antes do anúncio das medidas contra a crise pelo governo, a entidade havia previsto uma queda de 19% nas vendas de veículos neste ano, em relação ao resultado de 2008. Com isso, deveriam ser vendidos 2,155 milhões de automóveis e comerciais leves, contra 2,671 milhões comercializados no ano passado.

Ações do governo

Após a exoneração do IPI para os carros com até 1.000 cilindradas (1.0) e redução para os outros modelos, as vendas voltaram a crescer e a Fenabrave reviu suas expectativas positivamente. Agora, a federação espera um crescimento de 4,20% nas vendas de automóveis e comerciais leves, na comparação de 2009 com 2008. Neste ano, deverão ser comercializadas 2,783 milhões de unidades.

Mas, segundo o presidente da entidade, Sergio Reze, a redução do imposto não foi a única coisa considerada na revisão das projeções. “Não podemos considerar para o ano inteiro, uma coisa que vale só até março. Também não acreditamos que o governo vai prorrogar a data. A revisão não foi feita só considerando o IPI, mas também as ações do governo em diversas áreas”, explicou durante uma coletiva de imprensa, nesta terça-feira (6).

Reze afirmou que a mudança de comportamento do consumidor também irá influenciar positivamente em 2009. “Depois de março, as vendas vão continuar aumentando, devido a uma mudança de pensamento do consumidor. Não se veem anúncios de demissões significativas, e o dólar também parece ter encontrado um patamar. Isso gera expectativas de que a situação vai evoluir”, disse.

Faturamento dos carros

O presidente da Fenabrave também lembrou que, após a redução do IPI, as vendas não cresceram de imediato, embora o número de consumidores nas concessionárias tenha aumentado. “A partir do dia 11 de dezembro, quando teve o anúncio, deu para notar uma procura maior. Mas as vendas não cresceram de imediato, por causa do refaturamento do estoque”, diz ele, referindo-se ao caso dos carros que haviam sido faturados com a alíquota do IPI anterior à medida do governo.

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No dia 11 do último mês, foram emplacados 8.214 veículos, número que chegou a 4.560 em 17 de dezembro. Somente por volta do dia 23 do mesmo mês é que foi possível notar um aumento nas vendas, com emplacamento de 13.253 veículos.