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SÃO PAULO – Após a adoção da Lei Seca, o número de vítimas de acidentes de trânsito teve uma queda de 43,6% em São Paulo, na comparação entre a data em que a lei foi adotada, 19 de junho deste ano, até o dia 15 de setembro, e o mesmo período do ano passado.
Segundo a Agência Brasil, dados da secretaria de Saúde de São Paulo mostram que o número de vítimas nesses 89 dias chegou a 13.902, sendo que, no mesmo período do ano passado, foram 24.687 pessoas.
Menos atendimentos e mais economia
A cada uma hora, cinco pessoas deixam de sofrer acidentes, o que significa 121 vítimas a menos por dia nos hospitais estaduais da capital paulista e da Grande São Paulo. Nos três primeiros meses de vigência da Lei Seca, a queda proporcionou uma economia de cerca de R$ 11 milhões com atendimento médico e hospitalar das vítimas de acidentes de trânsito.
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Somente no terceiro mês de vigência da lei, entre 18 de agosto e 15 de setembro, foram registrados 4.538 atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito, sendo que, no mesmo período de 2007, foram 8.122 atendimentos.
Fiscalização é fraca no interior
Porém, o ritmo de queda no número de acidentes em todo o país poderia ser maior, caso a realização de fiscalizações fosse mais freqüente em cidades do interior. Ainda segundo a Agência Brasil, o balanço do último trimestre indica uma redução de 8% no número de acidentes com vítimas fatais, em relação ao mesmo período de 2007.
O índice é bem maior, de 13,6%, quando considerados os dois primeiros meses após a adoção da lei. Para a PRF (Polícia Rodoviária Federal), o resultado do terceiro mês ficou abaixo do esperado devido à carência de fiscalização nas cidades pequenas.
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“A responsabilidade pela segurança do trânsito se divide entre a União, os estados, municípios e, sobretudo, a sociedade. Se um destes elos se partir, o esforço de todos fica comprometido”, afirmou o diretor-geral da PRF, Hélio Derenne.