Com dólar em baixa, cresce a procura por intercâmbio estudantil

A maioria das pessoas já sabe a importância de uma experiência internacional, seja na vida pessoal ou profissional

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SÃO PAULO – O ano de 2007 tem sido de muita procura por programas de intercâmbio no exterior. A cotação do dólar, em patamares baixos, tem levado os estudantes a considerarem mais a tão sonhada viagem internacional, mas de formas diferentes.

Enquanto na Central de Intercâmbios (CI) estudantes estão antecipando os planos de viajar, por conta da queda da moeda, na Experimento Intercâmbio Cultural, eles estão mais contidos, esperando uma maior desvalorização da moeda.

De acordo com a diretora educacional da CI, Tereza Fulfaro, era esperado um aumento de 35% na procura de programas de intercâmbio em 2007, frente a 2006. “No entanto, só em maio já registramos um aumento de 50% sobre o ano passado”, afirmou. “Estudantes que pretendiam viajar no fim do ano, por exemplo, aproveitaram a queda do dólar para antecipar a data, o que causou este aumento na procura”, justifica.

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Na Experimento, o crescimento até abril já estava na ordem de 60% no geral e 70% para cursos de idiomas, no entanto, segundo Roberto Caldeira, diretor comercial da empresa, em maio houve uma desaceleração. “Como o dólar vem fechando abaixo dos R$ 2 e, segundo as notícias, a tendência é de maior queda, muitos estudantes estão esperando que a moeda caia ainda mais”.

O preço do sonho

Segundo Tereza, a maioria das pessoas já sabe a importância de uma experiência internacional, seja na vida pessoal ou profissional, e diversos programas facilitam a escolha, deixando o estudante a vontade para escolher aquele que mais lhe agrada.

Para as férias de julho, a grande maioria do programas é de estudos. “Programas de trabalho, principalmente nos Estados Unidos, acontecem mais no período de dezembro a março, por conta da legislação local”, explica Tereza. “No entanto, existem programas de estágio que podem ser realizados em qualquer época do ano”, completa.

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Para estudar, o interessado vai gastar, em programas da CI, com curso e acomodação de meia-pensão, algo em torno de US$ 1.000,00 a US$ 1.800,00, fora despesas com passagem, documentação e dinheiro para se manter durante a temporada fora do País.

O programa de estágio é mais barato, podendo chegar a US$ 250,00 (para estadia mínima de 4 meses), mais passagem aérea.

Na Experimento, segundo Caldeira, é possível fechar um programa de quatro semanas de curso, acomodação meia-pensão (e pensão completa nos finais de semana) e passagem por cerca de US$ 2.200,00.

Pelo mundo

Os Estados Unidos seguem sendo o destino dos sonhos para aqueles que buscam programas de trabalho no exterior. No entanto, para aqueles que querem estudar fora, o Canadá é a opção mais requisitada. “O custo de vida e o processo de visto rápido fizeram do Canadá o lugar mais procurado na hora de estudar fora”.

Na CI, o Reino Unido aparece em seguida, com EUA, Austrália e Nova Zelândia na seqüência. “Como dá para perceber, a língua inglesa segue no topo das mais procuradas em programas de intercâmbio”, frisa Tereza.

Férias de julho: ainda dá tempo

Os interessados em embarcar para fora ainda nas férias de julho devem se apressar. Segundo Tereza, ainda dá tempo, mas é melhor procurar informações e fazer matrícula o quanto antes.

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“A documentação é o maior empecilho. Assim, o estudante será orientado para escolher destinos onde o processo de visto seja rápido ou que não haja essa exigência. Além disso, diante dos problemas enfrentados por brasileiros para tirar passaporte, é melhor correr”, indica a especialista.

Empresa

De acordo com Eduardo Caldeira, a situação do dólar é uma “faca de dois gumes”. “Ao passo que a moeda cai, a empresa recebe menos reais por passageiro, e para gerar lucro, precisa vender mais, o que demanda a contratação de mais funcionários”, explica o diretor, “tudo isso com o intuito de manter a qualidade do atendimento ao cliente, que está cada vez mais exigente”.