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SÃO PAULO – A crise financeira global, que assustou diversos setores econômicos, acabou por beneficiar o mercado de consórcios, que, apoiado nos resultados obtidos no ano passado, projeta um 2009 positivo.
Sobre o ano passado, em novembro, o total de participantes somou 3,6 milhões, o que representa um crescimento de 4,6% em relação ao registrado um ano antes. O acumulado de vendas de cotas de janeiro a novembro de 2008 chegou a 1,62 milhão, alta de 4,4% frente ao mesmo período de 2007. As contemplações, por sua vez, subiram 2,3% em 2008, chegando a 793,5 mil até novembro.
“A crise financeira global acabou beneficiando o sistema. No seu auge – setembro, outubro e novembro -, obtivemos as maiores vendas de cotas de consórcio. Em um cenário de turbulência, há uma busca por alternativas, principalmente quando falamos de pequenos investidores. Contribuiu também para esse cenário o arrocho na aprovação de cadastros, o que pode ter encaminhado os clientes para o nosso produto”, afirmou o presidente da Abac (Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio), Rodolfo Montosa.
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Cada segmento
Até novembro do ano passado, o desempenho do segmento de veículos automotores apresentou mais de 1,33 milhão de novas cotas, com uma alta de 8,9%, ante o mesmo período de 2007. No caso dos veículos leves e utilitários, as vendas subiram 12,6% até novembro.
No segmento de motocicletas, foram 109,1 mil adesões ao consórcio no mês de novembro, número maior do que o de motos vendidas: de 108,6 mil, de acordo com a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).
O setor de imóveis foi marcado pela superação da marca de 100 meses consecutivos de crescimento. Com mais de 500 mil participantes, é um dos segmentos mais procurados.
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Nos eletroeletrônicos, foi registrada uma venda média mensal de aproximadamente oito mil novas cotas até agosto. A partir de setembro, com a crise, a comercialização cresceu, chegando a 11,6 mil em novembro.